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 Hall

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Arya White
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MensagemAssunto: Re: Hall    Dom Nov 16, 2014 3:19 pm

Arya engoliu em seco, apertando nas mãos a rosa negra... Um espinho a furou, mas ela pareceu não sentir...Bem, nada mais importava... Era o fim.
A pequena menina o encarou. os olhos azuis cheios de lágrimas por trás das lentes dos óculos. Mas sua expressão era firme, decidida, como se não temesse a arma fria encostada em seu queixo.
Ela não tinha nada a perder mesmo...
-Faça, Tate. Espalhe meus miolos pelo chão e vá continuar sua matança... -ela se consolou pelo fato de Rig estar longe, mas sentiu um aperto no peito ao imaginar o que ele faria quando lhe dessem a notícia de sua morte... Será que se afogaria novamente em cerveja e lamentaria, ou a esqueceria com a primeira piriguete que aparecesse?
Que fosse, então...
-Vamos, acabe logo com isso.

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Tate Langdon
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MensagemAssunto: Re: Hall    Dom Nov 16, 2014 3:50 pm

Ele apertou a arma contra o queixo dela, fazendo a cabeça dela se erguer... mas ele não pôde perder o contato com os olhos azuis e chorosos dela. Ele não pôde deixar de fitar aqueles olhos, pensando que eles dependiam apenas de seus dedos para que o brilho de vida ali se fosse...
Ele iria fazer... ele precisava fazer...

- Você pode... não olhar pra mim?- o tom dele era nervoso, mas indagava como se fosse um aluno precisando de ajuda numa questão.- Você... talvez você possa...

E ele socou o chão ao lado, rosnando.

- NÃO SEI, VIRAR DE COSTAS OU ALGO?!
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Arya White
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MensagemAssunto: Re: Hall    Dom Nov 16, 2014 4:09 pm

Ela respirou fundo, e declarou:
-Quando se encara a Morte, isso tem que ser feito de frente.
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MensagemAssunto: Re: Hall    Dom Nov 16, 2014 4:51 pm

A respiração dele começou a ficar forte, os dedos dele pressionaram o gatilho, que foi cedendo...

- Largue essa arma, Tate.- uma voz soou... uma voz feminina... bem atrás dele.

Uma voz que o fez estremecer, e os dedos afrouxaram...

- Largue.- a voz se pronunciou uma vez mais, quando viu que ele não respondia.

Tate virou o rosto cheio de linhas, os olhos arregalados. Olhou por cima do ombro... e a imagem que ele viu... a pessoa que ele viu... foi um baque tão grande que ele não soube descrever...


- Violet...?

- Sou eu... Tate, olha, quero que me ouça e se afaste dessa garota...

- Não posso...- agora os olhos dele eram claramente marejados.- Não posso... faço isso por você... eu pensei... pensei que você tinha me deixado...

- Eu deixei... por um momento, eu deixei.- a voz da menina era embargada. Mas ela lutava para se controlar, olhando dentro dos olhos de Tate.- Mas você não estava lá quando decidi voltar... venha me dar um abraço, Tate. Eu estou aqui... pra você.

O revólver nos dedos de Tate foi ao chão, caindo bem ao lado de Arya, bem nas mãos da garota...
O loiro deu as costas à ela. E seus passos foram apressados, rápidos, ansiantes. E ele beijou a garota... como se sua vida dependesse disso.



Na verdade, ela dependia de Arya.  
Enquanto o beijo acontecia, Arya pode notar que a menina à sua frente, entretida com Tate, abriu os olhos castanhos e fez um sinal com estes... um sinal para o revólver em suas mãos... e, em seguida, um sinal na direção de Tate...
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Arya White
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MensagemAssunto: Re: Hall    Seg Nov 17, 2014 6:45 pm

Arya não entendeu porra nenhuma... Não sabia quem era aquela menina, nem como ela tinha aparecido ali. Mas, quando ela lhe deu aquele sinal, ela se deu conta da pistola em suas mãos, junto com a rosa negra... A solução estava ali, simples e rápida, mas Arya White se recusou. Ela não tiraria a vida de Tate.
Então, ela engatilhou a pistola e apontou para a própria cabeça...
Fechou os olhos azuis...
Respirou fundo.
Mas, quando ia pressionar o gatilho, sentiu um toque muito leve em sua mão, e uma voz tranquila que ela conhecia muito bem...
-Não, Arya... Não é sua hora.
A menina abriu os olhos novamente, e deparou com Mattheus, bem ali, na sua frente, segurando sua mão... E o show de bizarrices começou. Primeiro, uma clarão muito forte os cegou. Depois, quando as coisas começaram a entrar em foco novamente, Arya reparou que o sangue e os corpos haviam sumido, e a sala estava impecavelmente limpa, como se fosse novinha em folha. Só restavam a tal de Violet, Tate, Mattheus, e ela própria...
Não. Havia mais alguém...
Sentado na mesa havia um rapaz, de cabelos negros até a altura dos ombros, uma camisa social meio aberta e amarrotada, combinando com a calça social preta. O que chamava mais atenção não era a palicez de sua pele, ou o fato dele estar descalço. O que era mais incrível eram os seus olhos. Fitá-los era como olhar para o centro do Universo, como vislumbrar dezenas de galáxias e estrelas...
Arya, depois de se questionar repetidas vezes se estava enlouquecendo, teve a coragem de perguntar:
-Quem é você?
-Ora, senhorita White... -a voz dele retinia como milhões de sinos, como uma música celeste- Tenho muitos nomes. Estou aqui a éons... Mas você pode me chamar de Ms M. -ele virou-se diretamente para Tate- Entretanto, em todos esses milênios, nunca vi um caso deste... Tanto que tive que descer a Terra, coisa que não faço a muito tempo. Um fantasma, que acha que está vivo, e interfere diretamente no plano físico. Os espíritos não podem bagunçar assim o mundo dos vivos... Isso está bagunçando o tecido da realidade. Precisamos dar um fim neste caos.
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MensagemAssunto: Re: Hall    Seg Nov 17, 2014 7:13 pm

Violet arregalou os olhos com a posição de Arya... e ela já ia gritar para que parasse, até sentir-se envolta daquela luz...
A garota assustou-se com o clarão, e os lábios dela e de Tate se separaram, enquanto ambos olhavam ao redor.
Ele buscou a mão dela para segurar, mas ela deu um passo para longe dele. Estava com raiva. Com raiva do que ele estava fazendo, daquela chacina toda...
Daquele obscuro...
Mas nada disso importou mais quando ela viu a sala limpa e vazia...
Tate engoliu em seco. Seu olhar percorreu todos ao redor, e ele não pode deixar de franzir o cenho ao ver Mattheus ali, parado ao lado de Arya, que tinha seu revólver nas mãos. Por um momento ele se perguntou se Violet tinha visto algo sobre aquilo...
Calados, ele e Violet escutaram o homem que surgira, e se discorria diante deles...
Violet se sentia estranha. Diferente. Leve ou pesada demais. Ela não sabia sequer distinguir.
Quanto a Tate, ele não sentia nada... nada além de intriga. De dúvida.
Ele tinha dezesseis anos há muito tempo... e nunca tinha visto nada parecido.
Mas não se acanhou. Sequer quando aquele ser voltou os olhos de universo para ele.
Talvez aquela maquiagem deixasse Tate realmente mais profundo... seu obscuro exposto, o rosto de garoto bonzinho apagado por aqueles traços.
Naquele traje, como diria conhecidos, ele não era uma pessoa tão boa assim... pior do que já o era.
Entretanto, tudo o que Violet, que parecia bastante afetada ao canto, os olhos castanho-claro pasma aquilo tudo, conseguiu dizer, foi apenas um fraco:

- Você é Deus...?

Já Tate cerrou os punhos.

- Fantasma? Do que você está falando? O que você quer?
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MensagemAssunto: Re: Hall    Ter Nov 18, 2014 6:26 pm

-Não, criança, eu não sou Deus... Na verdade, vocês se surpreenderiam se soubesse o quanto suas concepções sobre Ele estão equivocadas, Mas, isso não é relevante neste momento.
O cérebro de Arya, sempre tão racional, estava tendo sérias dificuldades para assimilar aquilo tudo. Ela olhava de um para outro, mas não conseguia compreender muito bem...
-Sim, Arya, Tate é um fantasma, assim como eu. -a voz doce de Mattheus soou ao lado dela, o estranho toque dele formigando em sua mão. -Quando o corpo morre, algumas almas ascendem, e vão para o lugar a que pertencem, para cima ou para baixo... Mas, outras, ficam presas ao mundo mortal, as vezes sem terem consciência do que são.
-Exatamente. -concordou o desconhecido, e a lousa atrás dele se acendeu como uma televisão, passando a cena de Tate sendo metralhado em seu próprio quarto.

-Tate cometeu uma chacina terrível... E foi morto. Sua mãe, Constance, não se conformou. De uma forma doentia e distorcida, ele era seu filho perfeito... Então, ela mexeu com forças profanas e antigas. Entretanto, ao invés de Tate virar um simpático zumbi como nos filmes de ficção, ele foi amaldiçoado. Virou um espírito vingativo, fadado a repetir os mesmos erros, a se drogar, se machucar, a matar...
Realmente lamentável.

Arya abriu a boca, perplexa, mas nada saiu... Foi Mattheus quem falou por ela:
-E o que pode ser feito?
-Bem, existem duas opções. -ele focou seus olhos celestes na menina de cabelos brancos- E todas elas dependem de você.
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MensagemAssunto: Re: Hall    Ter Nov 18, 2014 7:47 pm

Antes que ele formulasse palavras na confusão que era sua cabeça naquela situação, viu a si mesmo numa lembrança distante.
Fitou a si mesmo se encher de pontinhos vermelhos de lasers na blusa, erguer os braços, brincar com os dedos, fazer um "puuff", puxar uma arma debaixo do sobretudo em cima da cama.
E ser baleado. Várias vezes. Fortemente. Até o sangue empapar sua blusa e calça, até ele lhe sair pela boca. Foi como se sua mente completasse a visão, e ele quase pode ver um policial agachando-se ao lado dele, a voz firme numa única pergunta:

"Por que fez isso?"

Tate virou-se para o rapaz de roupas sociais, ouvindo-o. Só de escutar o nome de sua mãe o fez ter linhas de raiva na face. Até que Violet se pronunciou, num tom choroso:

- Fadado? Ele já sabia que estava morto. Não sabia, Tate? Responda!

Ele passou uma das mãos pelo rosto, onde a expressão séria dele se desmanchou em algo frágil e... triste.
Ele não ficaria assim se não fosse Violet ali.


- ... Sabia.- e então ele olhou para Mattheus. Pobre era aquele garoto. Uma vida inteira dentro de um sanatório por algo que ele nem mesmo entendia em vida deveria ser peso demais por si só. E morreu dando propostas a Tate, que poderia muito bem piscar os olhos e já estar dentro de seu quarto novamente...
Mas Tate não sentiu nada por Mattheus. Nem na hora da morte dele, nem naquele momento enquanto admitia.Só não sabia porquê...

E então a expressão dele se voltou séria. Fitou o rapaz com olhos de galáxia, e depois Arya.

- Não pode me condenar, pode? Eu estou morto mas eu estou aqui agora. E matei pessoas. Então diga... vai me mandar pro inferno? Porque não sei se quero rezar...- foi a ironia; palavras além daquelas. O timbre dele sugeria algo mais metafórico para interpretá-las. Ele sequer achava que o inferno de fato existia.
Ele não sorriu, contudo, longe disso. O tom dele era abalado, como se fosse irônico para si mesmo. E aquilo era triste. Os olhos dele brilharam, marejados... mas já deveria ser difícil para Arya acreditar naquelas lágrimas...
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MensagemAssunto: Re: Hall    Qua Nov 19, 2014 6:23 pm

Ms M olhou para Violet de um jeito que penalizado:
-Tudo bem, senhorita Harmon... Hora de ir. Você e Mattheus. Não tem mais nada que possam fazer.-Ele estalou os dedos, e os dois desapareceram, como bolhas de sabão que estouram no ar. Depois, ele cruzou as pernas e encarou Tate longamente- Minha função não é condenar ninguém. E sua passagem de ida para o inferno está nas mãos dela... -ele apontou um dedo para Arya- e não nas minhas.

-Mas... a menina olhava frustrada para o lugar vazio onde Mattheus estivera a poucos instantes- O que eu posso fazer?
-Bem, a opção um é encontrar onde Constance guardou o corpo de Tate e dar a ele um funeral decente. Isso o livraria da maldição e a alma dele poderia ser libertada. Sim, Tate irá para o inferno, que não é um lugar legal, mas o equilíbrio ao menos seria restaurado.
Arya franziu o cenho, e lançou um breve olhar ao loiro antes de se voltar a Ms M:
-E qual a outra opção?
Ele desceu da mesa e caminhou até Arya, parando em sua frente... Ele era muito alto, tanto que teve que se abaixar para encarar a menina nos olhos.
-A segunda, Arya White, seria a chance que há muito tempo não é dada a um mortal. Você teria a oportunidade de reescrever essa história...
-Como? -fitar os olhos dele tão de perto era extremamente perturbador, e ela precisou desviar o olhar para conseguir manter o fluxo do raciocínio
-Levarei você de volta no tempo. Até no dia em que Tate cometeu sua primeira chacina. Foi nesse dia que ele se quebrou, que ele se tornou o que é. Caberá a você impedi-lo.
-Mas... eu tentei ajudar hoje... e olha como ia terminar...
Ms M sorriu. E segurou a mão dela que ainda carregava a rosa negra. Ao seu toque, a flor tornou-se tão branca quanto um floco de neve.
-As vezes, tudo só depende de um gesto de amor. Quando se está na beira do abismo, basta apenas uma mão para tirar uma alma do precipício... Sua atitude pode salvar muitas vidas, inclusive a de Tate. Mas a decisão é somente sua.
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MensagemAssunto: Re: Hall    Qua Nov 19, 2014 6:32 pm

Tate estendeu uma das mãos no ar como se pudesse impedir que Violet se fosse. Mas não pôde. Voltou-se a Ms M. Talvez fosse melhor daquele jeito. Depois de ouvir o homem a sua frente, ele encarou Arya quando esta o olhou, sem esboçar reação exceto por lábios entreabertos.
Ele não sabia exatamente o que pensar. Achava que sequer tinha de pensar algo. Estava tudo nas mãos de Arya, afinal. Mas a segunda opção dada a ela fez Tate estremecer... e ele engoliu em seco, olhando-a de soslaio.

- Arya...- ele chamou, numa voz baixa. Uma de suas mãos se ergueu, e ele passou-a pelo rosto com força, puxando a pálpebra inferior do olho ao lado direito, ficando assim por um momento. A maquiagem borrou, escorreu, manchou os dedos dele. Mas ele apenas fitou Arya.- Eu quero ser uma boa pessoa.
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MensagemAssunto: Re: Hall    Qua Nov 19, 2014 7:11 pm

Arya mordeu o lábio, e só então soltou a arma que ainda pesava em sua mão, que caiu com um baque surdo. E então ela encarou Ms M com determinação.
-Você sabe qual é a minha escolha.
E ele abriu mais o sorriso...
-Muito bem, muito bem... Mas você só terá uma chance, criança. Não a desperdice. Boa sorte, Arya White.
Arya olhou para Tate, e levantou a rosa branca a guisa de uma saudação... ou de um adeus.
E tudo sumiu...
Quando a menina se deu conta, estava frente a uma casa de aparência antiga e mórbida

Ela piscou repetidas vezes, como se para ter certeza que o que via era real, e reparou em uma menina com síndrome de down que brincava no jardim... Aproximou-se dela devagar, e abriu um sorriso, lembrando de imediato o nome dela:

-Adelaide, não é? Sou amiga de Tate... Será que você poderia me levar até ele?
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MensagemAssunto: Re: Hall    Qua Nov 19, 2014 7:55 pm

A menina brincava no gramado alto da casa de maneira lenta. Puxando capins, arrancando flores que tinham força para nascer ali. Contudo, quando Arya chegou, ela apenas parecia olhar a grama. Olhar fixamente, como se algo fosse emergir do chão. Como se algo estivesse ali embaixo.
Adelaide girou a cabeça para fitar Arya quando esta falou. Ela não pareceu estranhar a menina ali.


- Tate não tem amigos.- a menia disse de imediato. Sua voz sem emoção. Neutra, porém direta. Olhava a menina de baixo, afinal era definitivamente menor. Seu vestido amarelo estava manchado de algo bege, mas não se poderia afirmar com certeza do quê se tratava. Era apenas um detalhe. Os traços de deficiência dela misto ao olhar curioso e sério a faziam realmente... exótica.- Ele está triste. Mamãe o pôs de castigo. Nosso padrasto os chamou para um jantar em família.- e, após dizer isso, ela olhou para a casa antiga e enorme. As luzes estavam acesas lá dentro.

E, antes que Arya pudesse dizer alguma coisa, uma bombinha de estalar foi lançada bem na frente dos pés dela, e Adelaide se sobressaltou, dando passos para trás. Quando elas olharam, passando na calçada em frente ao jardim, haviam dois gêmeos ruivos.


- Ei, aberração!- um deles gritou para Adelaide enquanto tirava folhas de árvores.- Temos outra doente no bairro, pensei que já tivessem aberrações demais aí dentro.- ele disse com arrogância e pura brincadeira de mal gosto, olhando para Arya.
O outro irmão, quando viu a menina loira, mandou beijinhos cínicos. Os dois se foram pela esquina, embora um deles tenha acertado mais uma bombinha nos muros.

Adelaide se manteve calada, olhando-os de sua forma neutra, misteriosa demais para uma criança da sua idade. Talvez fosse apenas inocência - ou não.
Ela apertou os punhos pequenos de forma leve e depois, voltou um olhar quase sugestivo a Arya.- Você promete... não contar à ela se eu levar você lá dentro? Eu não quero ir para o armário de meninas más.
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MensagemAssunto: Re: Hall    Qui Nov 20, 2014 5:01 pm

-Bem, talvez ele precise de amigos, não acha? Prometo que vou conversar com ele e pedir para que ele não fique triste, pois está deixando você preocupada...
Arya olhou para os gêmeos ruivos com descaso, mostrando-lhes o dedo do meio e voltando-se em seguida para a menina.
-Eu não contarei... Você não pode ir para o armário das meninas más se está fazendo uma boa ação, certo?
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MensagemAssunto: Re: Hall    Qui Nov 20, 2014 5:42 pm

A menina apenas ficou calada. E, quando Arya voltou a falar depois de se manifestar contra os gêmeos, Adelaide disse em voz baixa.

- Isso não é uma boa ação. Você vai se arrepender.

E então a menina girou em suas sapatilhas manchadas de terra, e deu a volta no jardim, esperando que Arya a seguisse.
Enquanto elas faziam isso, a porta da frente se abriu... e fechou.
Um rapaz albino de aparência mais velha atravessou o jardim, para logo em seguida deixar a casa.
Ele era extremamente pálido, cabelos de um loiro quase branco, cílios, sobrancelhas, tudo muito claro. A pele dele,podia-se ver de longe, devia ser muito áspera e seca... ele dobrou a esquina por onde os gêmeos passaram, e pareceu entrar num carro.
A porta dos fundos da casa estava aberta, e foi por ali que Adelaide entrou. No porão, escuro e úmido, ela olhou ao redor como se visse se ninguém estava ali...
Talvez fizesse muito sentido para ela que alguém estivesse ali, afinal.
Ela subiu as escadas que rangiam seus degraus, e, já em cima, dobrou à direita no corredor da casa. A sala de jantar estava logo à frente...
A menina parou antes da porta, visou Arya pelo canto dos olhos. Elas não podiam ser vistas ali, mas podiam ver muito bem o que estava na mesa, e nas cadeiras.
Tate estava sentado à mesa, com seus típicos suéteres velhos e cabelos loiros bagunçados, olhando quase que fixamente para uma bisteca suculenta de porco... mas ele não parecia estar ansioso para ela. Havia um homem com ele. Magro, de terno, poucos cabelos escuros na cabeça, de aparência um pouco desgastada. Um olhar meio nervoso, que tentava manter um sorriso no rosto enquanto passava uma mão por cima da outra repetidas vezes.

- Adelaide! Addy!- uma voz bem conhecia soou da cozinha. Era Constance, chamando pela filha.- Chegar de destroçar o jardim, sua pequena mongoloide. Venha jantar!

Sem mais dirigir palavra a Arya, porém olhando-a intensamente, a menina permaneceu ali por alguns segundos, apenas olhando a nerd à sua frente. Depois, ela se aproximou da entrada da sala e foi até uma das cadeiras. O homem então, com aquele sorriso tremido, a cumprimentou. Addy apenas deu um sorriso de canto, sentando-se de frente para Tate, que a olhava de soslaio.

- Senhoras e senhores, o presunto.- disse a voz quase animada de Constance,que então surgiu no cômodo, uma bandeija com uma comida realmente enfeitada em mãos. Com um sorriso no rosto, ela colocou ao centro da mesa, e então sentou-se, na quina da mesa, ao lado de Tate e Adelaide, de frente para o homem.

Tate sorriu.

- Parece que está amável.- ele disse, um sorriso controlado na face, que logo sumiu, enquanto o homem ao seu lado alargava o sorriso e batia palminhas brevíssimas.

- Então, quem quer fazer a prece?- Constance indagou, ainda sorridente.

- Oh, mãe, eu posso?- Tate indagou, olhando-a.

E o sorriso dela sumiu... antes que pudesse dizer algo, o homem magricela de terno falou:

- Claro, filho. Eu sempre quis que você fizesse... parte da família.

Tate sorriu outra vez, e ergueu as mãos, afim de segurar a de Constance, e a do homem. A mulher loira o olhou pelo canto dos olhos... um olhar suspeito e severo.
Todos deram as mãos. Fecharam os olhos, baixaram a cabeça, como uma típica família em harmonia...


E Tate começou:

- Querido Deus, obrigado pela carne salgada de porco que vamos comer junto com o resto dessa gororoba.

Constance revirou os olhos, afrouxou o aperto de mãos. O sorriso do homem diminuiu... Addy continuou estática. E, sem pausa, Tate continuou:

- E agradecemos pela nova piada da família. Meu pai fugiu quando eu tinha seis anos. Se eu fosse esperto, teria ido com ele.

Costance suspirou. Largou da mão de Tate, e deu um tapa gritante sobre as costas dos dedos do loiro.
Nada que o fizesse parar.

- E também porque Constance está tentando sair dessa casa desde que esse outro chegou. Senhor, MUITO obrigado por cegar o cuzão que está comendo minha mãe, para que ele não veja o que todos sabemos: que ela não o ama.  

Eles soltaram as mãos, e Tate olhou de relance para o homem enquanto Constance puxava um cigarro do vestido...

- Amém.- Addy sorriu inocentemente. E logo Tate a olhou, e sorriu também.


O homem então fingiu um sorriso fraco, e juntou as mãos como se fosse explicar uma longa história, calmamente, dando-se ao trabalho disso apenas por ver a indignação no rosto de Constance.

- Então, Tate... eu sei que teve dificuldades se ajustando com as mudanças depois da...- o sorriso sumiu, e ele coçou o lóbulo da orelha.- Tragédia com a minha família...

Tate se reclinou sobre a mesa imediatamente, encarando o homem mais de perto, e sua voz saiu entredentes:


- Elas se queimaram vivas depois que traiu sua mulher com a minha mãe, Lawrence.- o tom dele era sério e feroz.

O homem o olhou como se quisesse a todo custo esconder aquele fato, e fitou o teto por um instante, não confrontando Tate nem por um momento, coçando a nuca, quase sem jeito. Porém, ele ergueu um dedo e falou num tom manso:

- Não foi culpa de ninguém. A paixão a induziu a isso... um dia você vai entender, Tate.

Tate o olhou como se não acreditasse na cara de pau que estava vendo. A raiva dele por aquele homem, por sua mãe... era quase palpável. Lawrence então começou a fazer seu prato, enquanto pigarreava, sentindo o cheiro do cigarro que Constance acendera bem na hora do jantar, sem se importar com isso.

- Mudando de assunto, eu reservei ingressos, para todos, no sábado... para a estréia de Brigadoon no teatro!- ele falou animado.- Estou muito feliz em estrear no... coral este ano.

- Bom, eu estarei lá... com todo o prazer.- Constance disse, um sorriso meio forçado, levantando uma taça de champanhe.

- Oh, obrigado, querida, pelo apoio e encorajamento.- o sorriso de Lawrence não podia ser mais feliz.- Você me permite explorar... outra face de mim mesmo.

- Sim, eu amo o teatro!- Addy exclamou.

- NÃO ADDY!- Tate gritou, esmurrou o próprio prato, que se partiu em míseros pedaços sobre a mesa. E Addy se assustou.- VOCÊ É UMA MENINA INTELIGENTE, SABE QUE FOI ELE QUEM MANDOU NOSSO IRMÃO MAIS VELHO EMBORA!


- PARE!- Constance rosnou.- Thomas saiu por causa da casa... sabe que ele nunca gostou daqui... nunca fez bem para os problemas respiratórios dele, e sua pele sensível. Assim como não faz para Beau. Ele sofria a cada suspiro!- e, naquela altura, os olhos dela já estavam marejados...
Assim como os de Tate.
Lágrimas escorriam pelo rosto dele. Lágrimas silenciosas.

- Só sofreu por sua causa.- ele disse, olhando dentro dos olhos de Constance.

E a mulher abriu um sorriso que tentava ser forte por mais que seus olhos denunciassem o contrário.

- Sabe, Tate, diferente de seus irmãos, você foi agraciado com TANTAS bençãos...- e ela deu um murro na mesa dessa vez.- COMO PODE NÃO USÁ-LAS?!Apenas um sorriso, ou uma palavra gentil... podem abrir os portões do céu pra você...

Tate enxugou lágrimas com as mangas do suéter. E se virou de novo para a mãe, um sorriso cínico em meio ao choro...
E ele disse em voz baixa e calma:


- Não importa o quanto você tente...- e então a expressão dele se tornou feroz.- Jamais serei seu filho perfeito.

Uma lágrima escorreu pelo rosto de Constance e, com aquilo, Tate se levantou. Deixou a mesa. Pela porta do outro lado da cozinha, pode-se ouvi-lo esmurrar o corrimão da escada, e subir com passos pesados e rápidos para o segundo andar...
Apenas o prato em pedaços sobrou. O vidro cortado, cacos na mesa. Todos em silêncio. Até mesmo Addy...
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MensagemAssunto: Re: Hall    Qui Nov 20, 2014 6:25 pm

Arya assistiu, no mais profundo silêncio... Não era preciso ser muito inteligente para deduzir certas coisas... E, quando os passos de Tate se afastaram, assim que este deixou a mesa, Arya percebeu....
Que o loiro estava tão quebrado quanto aquela porcelana...
Fora ali. Exatamente naquele momento.
Que Tate se partira. Provavelmente, ele fora rachando aos pouquinhos. Lasca por lasca... E agora talvez fosse muito tarde...
"As vezes, tudo só depende de um gesto de amor. Quando se está na beira do abismo, basta apenas uma mão para tirar uma alma do precipício..."
A nerd esperou... Ficou no seu cantinho até que todos se retirassem da sala de jantar, e então aproveitou para subir as escadas, de forma silenciosa e sutil. Não demorou para achar o quarto do rapaz, já que a música do Nirvana que tocava o denunciara.

Arya respirou fundo, parada diante daquela porta, sentindo o peso de sua missão em suas costas... Hesitante, ela bateu...
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Tate Langdon
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MensagemAssunto: Re: Hall    Qui Nov 20, 2014 6:38 pm

No meio da música angustiada na voz rouca e dopada de Kurt Cobain, sentando na cama, fitando o chão fixamente, os olhos ainda vermelhos de choro, arregalados como se ele estivesse flutuando em nuvens, Tate ouviu as batidas na porta. Ele estava apenas quebrado, afinal. E sentindo que iria cortar alguém...

- Vai embora, Addy.- ele disse, num tom abafado pelo quarto fechado.- Não quero brincar com Beau agora...

"Venha, como você é
Como você foi
Como eu quero que você seja
Como um amigo
Como um velho inimigo

[...]

E eu juro que eu não tenho uma arma..."

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MensagemAssunto: Re: Hall    Qui Nov 20, 2014 6:43 pm

Arya pigarreou, e tentou falar de forma clara, embora sentisse sua voz embargar e falhar.
-Tate... Sei que você não me conhece... ainda. Mas me deixe entrar. Eu preciso falar com você...
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MensagemAssunto: Re: Hall    Qui Nov 20, 2014 6:46 pm

Tate franziu o cenho. Por um momento, seus pensamentos falharam. Perderam conexos, e ele se levantou.
Não fazia ideia de quem poderia ser aquela voz, nem o que estava tentando dizer...

"E eu juro que não tenho uma arma..."

O loiro foi até a porta. O barulho da tranca foi ouvido, e a imagem dele estava ali, bem na frente de Arya...
Não parecia ter mudado nada desde quando ela o conhecera. Absolutamente nada.
Fantasmas não envelhecem, afinal...
E ele estava há apenas algumas horas de se tornar um, dizeres do destino que até então não fora exatamente mudado...

- Quem é você?- o franzir de cenho dele foi notável mesmo debaixo da franja loira.- Do que está falando? Como entrou aqui?
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MensagemAssunto: Re: Hall    Qui Nov 20, 2014 6:58 pm

Arya quis dizer muitas coisas a Tate naquele instante... Quis alertá-lo do que aconteceria, quis dizer que o que ele estava prestes a fazer o condenaria a morte, corromperia sua alma, causaria tanta desgraça e morte que um ser celeste teria que descer a Terra para interferir....
Mas ele não acreditaria em nada disso.
Então, com a franja alva lhe cobrindo o rosto e as lágrimas que insistiam em escorrer por ele, Arya tirou algo do bolso, e estendeu a Tate.
Uma rosa.
Uma rosa negra.
Que voltara a ser da cor que Tate pintara, e que fora com a menina até aquela época...
-Eu sou só alguém que ama você.
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MensagemAssunto: Re: Hall    Qui Nov 20, 2014 7:36 pm

Ele não entendeu as lágrimas dela, mas sabia que seus olhos estavam tão úmidos quanto os da garota a sua frente.
Ele só não sabia porquê. Ela não poderia compartilhar da dor dele, nem nada do tipo...
Até ver a rosa. Ele soube que aquilo era familiar. Tinha que ser, de alguma forma, de alguma maneira, ele sentia algo vindo dali, daquela tinta preta que encobria a cor natural da rosa. A cor normal.
Ele não conseguiu pegar a rosa... ele não conseguiu nada.
Estático, ele deu um passo para trás. Não estava entendendo o que tinha acabado de se discorrer diante seus olhos. Quando Arya passou, a porta do quarto se fechou atrás dela.
E Tate ainda a olhava, dela para a rosa, sem saber exatamente o que dizer...
A linha do destino de Tate,completamente torta e cheia de nós, desfez uma volta...


- O quê...? Não conheço... não conheço você.- a voz dele soou. Fraca e quase chorosa. Com um olhar marejado,mas que tentava ser sério, ele focou-se apenas na rosa. Tocou-a em suas petá-las. A tinta a deixava fria. Misteriosa, contudo. Anormal.- Isso... Onde você conseguiu isso...?
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MensagemAssunto: Re: Hall    Sex Nov 21, 2014 7:05 pm

-Você não me conhece... mas vai.
Talvez, alguém pudesse argumentar que fosse mentira. Que Arya não amava Tate coisa alguma...
Mas ela amava.
Não como o amor platônico que sentia por Riggins, ou a afeição doce e fraternal que alimentara por Mattheus. O que sentia por Tate era algo puro, ilógico.
Simplesmente porque ela não tinha motivo algum para isso. O garoto loiro representava tudo o que Arya mais desprezava: As drogas, a maldade, a psicopatia que o tornava tão insensível e falso... Mas ali estava ela, tentando salvar o garoto que transformara sua vida num inferno...
Se isso não era amor, o que mais seria?
-Você me deu... Você pintou ela para mim... -ela percebeu a confusão no rosto dele, e enxugando as lágrimas, se apressou em dizer- Não pergunte. Não peça explicações. Só quero que saiba que sei o que você pretende fazer. E, acredite, a nobre guerra não lhe trará conforto algum, só causará sua destruição...
Então, sem saber o porque, ela o abraçou.
-Eu sei que você está quebrado... Mas é possível colar os pedaços... Não deixe que a escuridão leve você.
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MensagemAssunto: Re: Hall    Sex Nov 21, 2014 8:32 pm

- Eu pintei?- e então ele pareceu ainda mais confuso.

Com os olhos marejados, Tate arqueou os ombros, uma expressão desacreditada que apenas tentava ser otimista.

- Por que eu faria isso?


Mas a resposta que ele recebeu foi ela dizer para ele não indagar. Não procurar explicações. E então o cenho dele voltou a franzir, daquela vez, de forma mais firme. Ainda mais quando ela falou sobre a nobre guerra. Era tudo o que ele pensava faziam alguns dias... absolutamente tudo, a toda hora, a cada vez que tinha que acordar as seis da manhã para ir naquele colegial e voltar para aquela maldita casa. Lembrou ele das palavras que dissera na conversa com seu psiquiatra.

"Estou preparado para a nobre guerra. Estou calmo, sei o segredo..."

- Eu sei o que está vindo e eu sei que ninguém pode me parar, inclusive eu mesmo...- ele pensou alto, dizendo diretamente para ela, uma expressão distante e séria, como se ele tivesse sido envolto por obscuridade...

Até que Arya o abraçou. Ele não retribuiu... ele não fez nada.
Ele ficou paralisado. Por um segundo, os dedos dele se mexeram, como se fossem mesmo se apegar nas costas dela...
Mas isso não aconteceu.
Ele se afastou, empurrando-a de forma leve.

- Para com isso, para com isso!

"Memória... memória..."- foram as palavras de Kurt antes da música chegar ao seu último som...

Tate meneou a cabeça, a expressão aflita, sem saber o que fazer... sem saber o que entender.
Sem saber mais se deveria - ou se conseguiria - fazer o que pretendia ao amanhecer. Naquela quinta feira chata de aula...


- Por que...por que você está fazendo isso? Diga, por que?!! Eu não estou bem. Não posso me concertar.

Uma lágrima escorreu pelo olho dele... depois outra... ele deu um suspiro que parecia o começo de um choro, mas ele se controlou... tentou.

- Um pedaço meu foi levado... há uma semana atrás. Se partiu. Você não sabe, não pode saber...



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MensagemAssunto: Re: Hall    Sab Nov 22, 2014 7:42 pm

A música acabou, e outra deu-se início...

Ela sentiu-se ser empurrada, e sua convicção vacilou diante das palavras dele... Talvez o destino não pudesse ser mudado.
Não.
Ela se recusava a acreditar nisso.
-Eu só queria... ajudar você. -as lágrimas rolaram novamente, mas dessa vez ela parecia irritada- Porra, Tate, pare de se fazer de vítima. Não quero saber o que quebrou ou não, só estou aqui para estender a minha mão a ti. Mas, se você se acha bom demais para aceitar a minha ajuda, talvez seja melhor que eu vá embora, e deixe você ferrar com sua vida...
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MensagemAssunto: Re: Hall    Sab Nov 22, 2014 8:29 pm

"Nós passamos pela escada, falamos do que foi e quando
Embora eu não estivesse lá, ele disse que eu era seu amigo
O que veio como uma surpresa, eu falei dentro dos olhos dele
Achei que você tinha morrido sozinho, há muito, muito tempo"

Tate suspirou, passou uma das mãos pelos olhos chorosos.

- Não se preocupe com a minha vida... deve haver algum lugar melhor... melhor do que esse mundo podre e fedido. Me avise se você não for só uma estudante da Westfield tentando impedir o massacre dos colegas. Eu gosto deles. E logo eu os mandarei a um lugar onde ficarão mais felizes... e limpos.


- Depois de trazer uma amostra do inferno a Lawrence... eu preciso disso.  

"Oh, não, eu não
Nós nunca perdemos o controle
Você está cara a cara
Com o homem que vendeu o mundo"

- Achei que tivesse jeito pra mim também... eu tentei... eu queria ser uma pessoa melhor... eu queria esquecer minhas visões. Eu queria que o sangue e a carnificina parassem de me rondar.- ele rosnou as últimas palavras, as lágrimas lhe escorrendo mais fortemente. Ele esmurrou sua estante, fez as coisas caírem.- Eu só queria ser normal... conviver com essa família chata e nojenta... eu só queria ser concertado... mas já é tarde demais pra mim, garota. Não tem ninguém mais que possa me ajudar.
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MensagemAssunto: Re: Hall    Sab Nov 22, 2014 8:46 pm

Arya deu um suspiro pesado, e limpou o rosto.
-Você é a pessoa mais teimosa e turrona que eu já conheci. De boa, tenho vontade de bater em você, de repente os parafusos dessa sua cachola bugada voltam para o lugar...
A menina tirou o cordão que carregava no pescoço (uma miniatura do símbolo do Batman) e o colocou nas mãos de Tate:
-Talvez te lembre que das desgraças podem nascer monstros, mas também heróis.
E, no instante seguinte, ela segurou o rosto dele e o beijou.
Um beijo simples e inocente, que não durou mais que um minuto...
Quando Tate se deu conta, Arya já estava na porta.
-Adeus, Tate. Faça como achar melhor...
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