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 Observatório

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Dr. Smith
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MensagemAssunto: Observatório    Qua Jul 02, 2014 8:12 pm


Descrição do lugar: O antigo observatória a anos abandonado foi tomado pelos nerds, lá eles fizeram diversas melhorias no local, a começar por um portão de metal reforçado, uma metralhadora fixa de batatas logo na entrada, e em seu interior diversos livros estantes, mesas cadeira, diversos computadores e um circuito interno que possibilita manter o local energizado até em casos de apagão. O lugar se tornou uma verdadeira fortaleza nerd, a tempos atrás os mais fortes da escola, os Jocks tentaram invadir o lugar porém sua tentativa foi em vão.
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Tate Langdon
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Seg Dez 08, 2014 6:45 pm

Era dez da noite quando Tate e Violet chegaram nos rumos do Observatório. As luzes já estavam apagadas ao interior da escola atrás deles, o pátio era iluminado apenas pelos sutis postes de luz e os monitores estavam à solta com suas lanternas e suas caras de mal para assustar e esmurrar quaisquer fossem os engraçadinhos que ousassem passar a noite fora dos dormitórios.
Mas o Tate e Violet não tinham medo deles.
Marcaram de se encontrar no estacionamento, cada um desviando e confundindo os monitores como podiam, até que foram juntos ao local mais afastado que conseguiram, e pararam ali.
Os nerds mantinham o Observatório vigiado a todo custo, entretanto. Mas eles não viram o casal como uma real ameaça. Eles não pretendiam entrar no Observatório, afinal. Apenas se esconder no meio do gramado alto e das árvores robustas que haviam ali. E foi o que fizeram, sem que ninguém se atrevesse a bisbilhotá-los. Ali, longe de onde os monitores geralmente costumavam vigiar, colocaram música - claro que não alta, apenas o suficiente para que ambos ouvisse, vinda do celular de Violet - e eles passaram um bom tempo ali, o lugar se enchendo do cheiro de cigarro e cada vez mais bitucas destes espalhados pelo chão. Bem, aquilo era obra de Violet, pois Tate só carregava consigo o esqueiro para ajudá-la no processo.
Eles riram, contaram histórias assombrosas um para o outro, e riram de novo. A mãe de Violet ligou, perguntando se estava tudo bem na nova escola.
Típico.
Perguntou se já estava na cama, e ela deu a desculpa de ter que fazer deveres de madrugada quando Tate a beijou no pescoço no meio da ligação, pois não queria que a mãe suspeitasse, e não queria perder um minuto sequer com Tate.
Talvez fosse os melhores que ambos estivessem tendo naqueles dias, naquele lugar... por cima de professores chatos, pessoas chatas, frustrações, tédios, raivas; apenas eles estavam ali agora, e isso era suficientemente bom.



Num momento que os olhares se encontraram, os corpos cada vez mais próximos a medida que o frio aumentava, eles fizeram dali um pequeno cantinho secreto, distribuindo apertos e carinho um com o outro, enquanto uma playlist enorme de Carina Round, Mirah e as favoritas de Violet soavam apenas para eles. Num beijo mais forte, Tate a deixou abaixo de si, e eles continuaram o processo como se fossem apenas duas crianças querendo brincar uma com a outra. E de fato isso era divertido.


Não foi muito além, contudo, pois o celular de Violet tocou outra vez. Claro que ela não atendeu. Tocou outra, e ela o desligou de novo. O casaco da menina já estava do outro lado do gramado, e as alças de seu vestido longo já estavam sendo puxadas para baixo quando o celular tocou outra vez, e então ela empurrou Tate levemente, o que ele compreendeu, embora tenha feito um muxoxo, e ela atendeu.

"Onde diabos você está, Vi?! Liguei para a coordenação, uma das senhoras dos domitorios foi no seu quarto e você não estava lá!"- a voz de Vivien soou atordoada no telefone.

- Eu estou no banheiro de baixo, o meu está sem água quente. Droga, mãe, não precisava disso. Eu estou indo.- e ela desligou.

- Você já vai...?- Tate indagou, uma expressão de cachorro molhado se formando na face.

Eram apenas duas da manhã. Eles pretendiam ficar ali até que o dia amanhecesse e faltariam as primeiras aulas sem problema, afinal, nenhum deles de fato se importava. Era só um dia, afinal.
Mas Violet se levantou, ajeitando o vestido, pegando o casaco de croché que usava, e o vestindo novamente.

- Eu preciso. Minha mãe estragou tudo. Pra variar, é só o que ela faz.

O loiro se levantou também, cabisbaixo, e Violet foi até ele, tocando seu rosto.

- Escute, Tate, amanhã concluímos tudo. Vai ficar tudo bem. Eu prometo. Na aula, apareça. Eu vou estar lá.

Ele fez que sim com a cabeça, e abriu um sorrisinho... ela também o fez, e foi um último beijo forte.

- Quer que eu vá com você?

- Não, vai ficar ainda mais perigoso. Eu já sei, posso pular a janela dos fundos. Não se preocupe. E faça o que eu disse.- foram as palavras da garota depressiva, antes dela deixar o gramado levando seu celular e seu cheiro de cigarro...

Já eram 3 da manhã e Tate não tinha saído dali. Ele não queria dormir, ele não queria voltar pra dentro de nada que fosse o concreto daquela estadia chata. Dessa vez, Moist Vagina de Nirvana tocava no mp3 antigo que ele tinha... a voz de Kurt, dopada, cantando aquelas palavras sujas e doentes, enquanto o loiro apenas estava sentado na grama, olhando seus all-star sujos de terra como se fossem muito interessantes... vez ou outra olhava o Observatório, imaginando se alguns dos nerdões lá dentro estariam acordados.


Não se importava se estavam. Então ele fez.
Retirou uma seringa de dentro de seu all-star, escondida perfeitamente ali. Ergueu a manga de seu suéter bege de lã grossa, e se injetou...
De repente a música ficou ainda melhor.
E ele desabou na grama, olhando o céu como se pudesse ver muito além do negro e lua...
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Arya White
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Sex Dez 12, 2014 7:25 pm

A música cessou de repente quando uma pedrada certeira atingiu o Mp3 de Tate.
-Que porra de lixo musical... Deveria se envergonhar de escutar tal coisa...
A voz vinha de cima, e quando o loiro olhasse, veria a pequena Arya White sentada num galho de uma árvore próxima, com suas meias listradas coloridas e sua velha e surrada camisa do Batman. Nas mãos, ela carregava um estilingue. E no olhar, mais do que desgosto... havia uma forte frustração.
Tate não mudara nada, exceto por estar vivo. Continuava o mesmo psicopata drogado e inútil de sempre... Se não cometera aquela chacina naquela vez, nada impedia que cometesse futuramente...
Talvez, Ms M estivesse errado.
Não adiantava estender a mão se a pessoa realmente preferisse se jogar do abismo...
-Esse é território nerd. Você não deveria estar aqui.
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Tate Langdon
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Sex Dez 12, 2014 8:41 pm

Ele ergueu a cabeça de forma rápida, o susto na quebra e estilhaços repentinos do mp3. Ergueu o rosto, contudo, e só então pode visar, no meio de tanta sombra e tantas folhas, o contorno esguio iluminado brevemente pela lua, mas que já se fazia ressaltar os detalhes. Pareceu se acalmar, então, ao perceber que não era nada menos que uma garota nerd.
Embora o leve pasmo ainda estivesse presente nos olhos escuros e pesados de heroína dele ao ter a certeza de que a voz pertencia a Arya White.
A sua própria voz soou, então, logo a seguir.
Lenta demais.
Prolongada.
Drogada, enfim:

- Kurt é... apenas intenso. E ele pelo menos não saía destruindo aparelhos de mp3 por aí...

Franziu o cenho. Foi algo que não pode evitar. Havia algo no olhar dela, algo diretamente relacionado a ele.
Algo que o lembrava absurdamente na vez que ele a vira antes.
Naquela vez. E fora uma das únicas. A primeira e a mais intrigante.
Bem, se há meses atrás ela tinha sido como uma condutora, brigando e chorando, aclamando o bem-estar dele, não deveria se esperar que ela estivesse muito feliz vê-lo se drogar.
Ou ele poderia simplesmente pensar que aquilo não era uma visão agradável para ninguém. E ele não a conhecia direito, para saber, afinal.
Mas preferiu pensar do jeito mais agradável, e sentir-se um pouco mais importante.

- Pelo que sei não estou tentando invadir, só ficar nos matos perto dos portões do Observatório e escutar uma música suja e louca, mas pelo visto essa parte foi cortada... eu poderia ter mudado se você pedisse, mas talvez "pedir" não seja o seu forte, não é?

Por um momento, a franja dele cobriu um dos olhos.

- Espera... há quanto tempo você está aí?
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Qui Dez 18, 2014 7:07 pm

-Não creio que pedir para você mudar a música fosse muito produtivo. -a menina retrucou de forma amarga- As facções andam em guerra, você deveria saber... Ninguém pode entrar no território nerd sem prévio aviso. Deu sorte de encontrar a mim, e não um de meus companheiros, que ficariam felizes em acertar sua cabeça ao invés de seu aparelho...
Arya balançou as pernas cobertas pelas meias coloridas e respondeu rispidamente:
-A tempo o bastante para querer arrancar meus olhos... E meus ouvidos.
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Qui Dez 18, 2014 7:23 pm

- Sorte a minha que não faço parte de nenhuma dessas merdas. Nem eu, nem Violet. E não tenho medo de gordos com sardas.- ele retrucou, ríspido. Foi como se a reação dele tivesse mudado para algo um pouco mais agressivo, reagindo às alfinetadas dela.- Devia arrancar. Menos uma attwhore* adolescente seria um bem à sociedade.

Ele guardou a seringa de volta no tênis, fez um certo esforço para se levantar. A cabeça girava, os dentes estavam dormentes e ele se sentia leve, apesar de tudo...
As visões que estava tendo até dois minutos atrás tinham passado.
Sangue, carnificina... fetos pendurados nas árvores... era tudo o que ele via antes.
Entretanto, agora, ele apenas via uma Arya meio destorcida pelo efeito da heroína que corria ativa em suas veias.
O loiro penteou com os dedos a franja para o lado e pisou sobre os restos do mp3, parecendo preocupado demais em estranhamente ajeitar as mangas de seu suéter robusto e quente de lã para que cobrissem quase toda a sua mão.


*Attwhore ou Attention whore, do inglês puta da atenção, é uma expressão usada para um usuário da Internet que faz de tudo em troca de atenção.
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Qui Dez 18, 2014 7:37 pm

A resposta dela foi uma pedrara certeira nas bolas de Tate, que certamente provocaria uma dor absurda no garoto... E ela não pareceu nem um pouco ressentida por isso.
-Então eu deveria acertar a sua cabeça também, porque um psicopata a menos também seria um bem para a humanidade...
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Qui Dez 18, 2014 8:27 pm

As mãos dele foram direto para o jeans, onde seguraram num aperto a região onde a pedra acertara, e ele realmente não pode evitar ir ao chão de joelhos com um gemido contido. Muito contido, porque ele realmente teve vontade de gritar.
Com os dentes comprimidos e arfadas pesadas que pareciam quase aumentar a dor, ele respirou fundo, antes de rosnar:

- Vou matar você, vadia. -  e foi rápido quando ele se levantou, o passo largo ainda por causa da dor, mas nada que apenas não apressasse seu processo e agarrar o galho da árvore que Arya estava e sacudi-lo a ponto de quebrá-lo ao meio. Arya cairia, sem realmente ter um tempo de passar para outro galho ou descer, o que daria no mesmo caso ela o fizesse.
O fato foi que ele a agarrou quando ela estava no chão, e num impulso caiu sobre a menina, batendo a cabeça dela contra o gramado frio. As mãos dele foram até o estilingue, e a força dele sobre o equipamento fez com que ele rasgasse o nó do elástico, o que tornou fácil a seguir a remoção do objeto das mãos finas de Arya, que sairiam com manchas vermelhas de arranhões de unhas e beliscões no processo.
Ainda em cima dela, o loiro, numa expressão feroz opaca pela sombra que a franja e as árvores faziam sobre si, ele a segurou ali pelos braços, num aperto tão forte que a circulação dela teve dificuldades em seguir do braço até as mãos....

- Primeiro: se eu sou mesmo um psicopata, tenha medo de mim depois do que você fez. Eu posso muito bem acabar com todos os seus amiguinhos trouxas de suéter verde, eu posso furar a cabeça de cada um, inclusive a sua, inclusive a do seu amorzinho platônico. Acha que não sei quem ele é? Acha que não conheço sobre você? Eu vi seu histórico inteiro, Arya White, e é melhor você ficar longe de mim e de Violet, ou eu vou arrancar essa sua maldita cabeça fora...

O cordão dele brilhou de repente, o símbolo do Batman agitado atingido pela luz da lua, no balançar frenético e violento, embora contido, do corpo dele inclinado sobre o dela, e atrás do símbolo os olhos de Tate, olhando-a como se pudesse fuzilá-la ali mesmo. Mas então eles pareceram perceber o símbolo pairando em balanços entre eles, e foi como se numa piscada os olhos dele não suavizassem, embora se tornassem mais claros.

- Você veio atrás de mim há um ano atrás. E eu não fazia ideia sequer do seu nome... você me disse pra parar. Pra não concluir minha nobre guerra. E você me beijou. Eu esperei muito tempo esperando que você reaparecesse... mas você não veio. E, quando te encontro, começo a ter nojo. Você me decepcionou, Arya. Não é como se não merecesse ter morrido em Westefield no ano passado... eu poderia ter salvo pessoas da sua humanidade patética, levado elas a lugar gentil e bom...
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Sex Dez 19, 2014 7:34 pm

Arya ficou meio atordoada com a batida com a cabeça e tudo o mais... quando se deu conta, estava impotente e machucada, com o gosto ferroso de sangue na boca, cortada na queda. Ainda assim, ela só encarou Tate com o mais profundo desprezo:
-Acha que tenho medo de você? Acredite, eu não tenho. E me soa bastante esquisito tanta preocupação com a garota da qual você violentou a mãe... -A menina abriu um sorrisinho, apesar do aperto e da falta de ar súbita  que a acometeu- O que acha que ela fará quando souber? Sua namoradinha me parece bastante com uma suicide girl..
Arya o encarou, séria, sem emoção alguma. Ela ensaiara aquilo tantas vezes que soou com uma naturalidade incrível:
-Eu não faço ideia do que você está falando. Eu não te conheço. E quanto ao nojo, saiba que o sentimento é reciproco... -ela fitou o cordão por um breve momento, e se sentiu pequena e infeliz- Honestamente, não me faz diferença se você está vivo ou morto.
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Sex Dez 19, 2014 10:18 pm

Os olhos de Tate dilataram por debaixo da franja, e foi quase como se ele pudesse sentir isso; impacto quando seus ouvidos captaram o que ela alegara, de repente, inesperadamente, algo que ele jamais gostaria de ouvir de quem quer que fosse...
Muito menos daquela garota. Numa trava que se fez na garganta seca dele, ele manteve-se firme ao aperto nos pulsos dela, e a voz dele a seguir soou baixa como um rosnado à espreita:

- Não sei do que você está falando.- foi a vez dele de dizer. E, a seguir, ele apertou ainda mais os pulsos de Arya, interrompendo a circulação por completo, deixando o nó dos próprios dedos tão brancos como a ponta dos dela, antes de praticamente cuspir as palavras no ar:- E cuidado ao falar dela, sua albina.

O aperto dele voltou a diminuir, tornando-se apenas para mantê-la ali e não para machucá-la; e daquela vez o rosto dele se aproximou do de Arya num movimento que ela podia distinguir a respiração dele da brisa do local, num olhar intenso dos olho escuros para os claros.

- Besteira, eu não aceito isso. Eu lembro. Eu lembro muito bem. Eu esperei muito tempo por você... e não acredito numa palavra do que você está dizendo. Só quer se fazer de difícil. Mas eu quero que você me explique agora e aqui, porquê e como você fez aquilo e então você deixará minhas bolas fora da sua mira e eu não vou fazer você implorar por redenção...
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Sab Dez 20, 2014 5:53 pm

Arya gemeu baixo, achando que ele fosse quebrar seus pulsos. A menina respirou fundo e retomou seu ar de superioridade.
-Não sabe, é? Então deveria procurar na internet, o vídeo está lá para todo mundo ver... Obviamente que fica difícil para te reconhecer debaixo de toda aquela borracha preta, mas não irá demorar muito para que ela descubra. E sim, eu falo o que eu quiser e de quem eu quiser, e pode me ameaçar a vontade que eu nem ligo...
Quando ele aproximou o rosto do dela, Arya desviou o olhar:
-Você está me confundindo com alguém. Só conheço você de vista, aqui da academia. E nada mais. Aliás, você é o tipo de pessoa que eu prefiro manter distância...
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Sab Dez 20, 2014 6:11 pm

Ele se mostrou perplexo...
Os lábios entreabertos dele não passavam ar, muito menos distribuíam carbono. A respiração tinha travado, e ele não conseguiu pensar em outra coisa se não como diabos aquele vídeo se popularizara tanto...
Ele sabia que haviam câmeras no quarto, mas não esperava que vazassem tanto.
Maldita seja a internet e seus usuários doentes.

- Não até que eu dê um fim nele.- ele voltou a dizer, entredentes.- Ela está grávida de gêmeos. Eu só preciso de um.

Ele engoliu em seco, e ele forçou as mãos de Arya para que pudesse segurar seus dedos finos com apenas uma de suas mãos, descendo a outra até o jeans, que ele dobrou a perna de forma breve, e então pode alcançar o tênis que ele tinha guardado a seringa.

- Seja lá quem você seja, eu não estou louco de confundir... mas não importa... se você sabe disso, é muito perigoso deixar você por aí.
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Sab Dez 20, 2014 6:41 pm

-E ainda a engravidou? -certamente, dessa parte ela não sabia- Pobre Violet...
Quando ela se deu conta do que ele pretendia fazer, ela percebeu que precisava tomar alguma providência. Arya podia ser pequena, mas não era burra, nem inútil... Uma joelhada entre as pernas dele o desarmou uma segunda vez, e ela aproveitou a oportunidade para se desvencilhar e correr.
E correr muito...
Ela sabia demais e o acertara duas vezes... Tate era doido e certamente não ia deixar nenhuma das duas coisas passar... Mas Arya não estava afim de morrer ainda, embora tivesse quase certeza que assinara sua sentença de morte... de novo.
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Sab Dez 20, 2014 8:06 pm

A raiva dele subiu quando ela voltou a mencionar Violet, e ele já iria puxar a seringa, não fosse a dor vir. Bem ali, naquele lugar, de novo.
Ele sequer tinha se recuperado da pedrada. E, daquela vez, ele não conteve a voz de dor. Ela escapou de suas mãos que imediatamente afrouxaram o aperto, e quando Tate olhou já era tarde para alcançá-la, mesmo que ele participasse de corridas frequentemente no ginásio da escola.
Ele não podia correr com aquela dor no meio das pernas. Não podia sequer se mexer direito.
Foi algum tempo que ele precisou para se recompor, e logo em seguida sumir com o que deixara ali, e consigo mesmo.
Até a manhã seguinte...
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Dom Dez 21, 2014 10:52 am

Arya correu como uma louca até chegar aos dormitórios, e finalmente trancar a porta do quarto atrás de si... Ofegante, deixou o corpo escorregar, até que se viu sentada no chão. Os pulsos estavam vincados de marcar vermelhas, e o lábio inferior estava inchado, mas ainda assim ela podia se considerar com sorte...
E ela ainda se perguntava como fora se meter naquilo...
Se pudesse ter a oportunidade de estar com Ms M de novo, ela lhe diria que ele estava errado. Que mudar o passado não adiantara de nada, que só adiara o inevitável...
De toda forma, não havia mais como mudar as coisas...

Na manhã seguinte, quando entrou na sala de aula, ela passou por Tate fazendo de conta que ele não existia... Entretanto, quando sentou-se em seu lugar, reparou no assento vazio ao lado do loiro... Violet não estava ali. Provavelmente a mãe dela providenciara um belo castigo para a garota... E por um momento ela não pode evitar de sentir pena, levando em consideração tudo o que sabia sobre o que ocorrera... E a tendência era só piorar...
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Dom Dez 21, 2014 1:09 pm

Tate estava de cabeça baixa quando Arya entrou na sala. Concentrado numa leitura calma de um livro que ele deveria ter pego ao pertencer da escola, já que na contra-capa deste havia uma espécie de envelope sem feche que guardava ali a assinatura das pessoas que já o tinham tido em mãos e desfrutado - ou não - de sua leitura.
A de Tate era a última, junto do sobrenome por parte de mãe, escrito com sua letra torta.
"Categorias de pássaros da Amazônia", era o título do livro, ilustrado pela foto de uma arara azul.


Os olhos dele se ergueram minimamente quando ela se sentou, olhando-a sem alterar a inclinação da cabeça. E logo depois se focaram no vazio ao seu lado.
Ele parecia cabisbaixo pela falta de Violet. Ninguém ali era acostumado a ver Tate ou Violet só; eles sempre estavam um com o outro, ele com ela e ela com ele. Eram raras as vezes que somente um dos dois sumia, embora eles fossem conhecidos por de fato sumir juntos. Mas aquilo nunca tinha dado realmente um problema.
A aula de sociologia discorria, dialogando temas e tópicos sobre como a sociedade atualmente estava invertida.
Sobre como mocinhos eram trocados pelos vilões. E como as pessoas sempre torciam mais pelo mal porque ele parece mais incrível.
Sobre como valores estão invertidos e sobre como isso influencia em tudo.

- Desde furtos pequenos até mesmo, por exemplo, serial killers ou indivíduos bem mais jovens que isso, psicóticos em massacres escolares.

Era a voz do professor à dissertação que ocorria. E, depois que ele deu as costas e pediu para que anotassem todos no caderno as escrituras a seguir, Tate parou de prestar o pouco de atenção que ainda usava para ouvir, e concentrou-se apenas nas fotos dos pássaros, passando as páginas do livro devagar.
Até o que sinal bateu e a maioria dos alunos saiu com dinheiro nas mãos para o lanche do recreio.
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Dom Dez 21, 2014 7:07 pm

Arya pouco prestou atenção as baboseiras ditas na aula... Estava tão alheia a tudo, que acabou cochilando, acordando apenas quando o sinal tocou. Esfregou os olhos azuis, sonolenta, deparando com as palavras que ela mesma rabiscara num cantinho do caderno: "O mundo é um lugar horrível..." Com um suspiro pesado, ela fechou o livro, juntou suas coisas e se misturou a confusão de alunos que deixavam a sala...
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Seg Dez 22, 2014 1:31 am

- Preciso falar com você.- a voz de Tate soou num sussurro audível para ela, mesmo no meio de toda aquela confusão, e ela pode notar que o garoto estava logo atrás de si, segurando levemente a borda do suéter verde típico que ela usava.
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Seg Dez 22, 2014 6:30 pm

A voz de Tate atrás de si fez um arrepio desagradável subir por sua espinha
-Eu não tenho absolutamente nada a falar om você. -a menina retrucou, friamente, sem se virar. De alguma forma, aquilo parecia um dejá vu...
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Ter Dez 23, 2014 2:14 am

- Mas eu tenho, com você.- ele disse logo depois dela, e o aperto em sua denominação verde de nerd se tornou mais forte.
Ele não parecia estar com raiva. Ele parecia normal, embora fosse um pouco impossível visá-lo dessa forma, já que as coisas que Arya sabia sobre ele certamente não deixariam. Era o habitual Tate naquele suéter bege de lã extremamente quente e extremamente largo, um jeans rasgado e um all-star, além de fones de ouvidos enrolados no pescoço. E a expressão dele, olhando Arya por trás, não lembrava em nada as que ele demonstrou à ela na noite passada. Quando a garota dobrou no corredor, ele fez o mesmo, continuando atrás dela, segurando-a de forma leve.- Por favor? Cinco minutos e você vai pra onde quiser, prometo que não tento impedir.
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Arya White
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Qua Dez 24, 2014 3:10 pm

Arya respirou fundo, sentindo o canivete escondido no fundo do bolso do casaco... Era uma garantia tola, mas era a única coisa que tinha. A menina se virou para ele, encarando-o com aqueles grandes olhos azuis, e disse:
-Cinco minutos. è tudo o que você tem. Então, é melhor começar a falar...
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Tate Langdon
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Qua Dez 24, 2014 4:28 pm

- Não aqui.

Os dedos dele passaram do suéter dela para seu antebraço, e ele agarrou ali mantendo de repente um olhar calmo à ela, tranquilizando que não passaria daquilo. Puxou-a de forma suave pelo calçamento do pátio até chegar na árvore mais próxima e por sorte solitária, exceto por eles.
Umedecendo a língua sutilmente, ele começo a falar:


- Escuta... talvez não vá adiantar, mas eu queria pedir desculpas por ontem à noite. Eu estava dopado, eu não conseguia pensar direito. Você veio com aquela abordagem e desenterrou algumas coisas então eu me descontrolei, mas agora, sem estar sob efeito de nada, eu consigo pensar mais racionalmente; e não quero machucar você...- foi como se ele olhasse direto para a marca do corte na boca dela, e então os olhos escuros baixassem ainda mais, procurando as mãos dela, segurando os livros. Apesar de quase não poder ver as marcas, ele podia ver aqui e ali um indício que elas estiveram ali. Devia estar doendo, ele pensou.- Não quero que se sinta obrigada a me desculpar... mas foi a primeira vez que falei com você e não quero que seja assim. Não precisa ser assim. Eu sei que você tem ideia de que aquilo não foi um surto, de que eu faço isso, de que perco o controle. E é por isso que não quero deixar as coisas como ficaram... droga, você pode ser a única pessoa com quem eu possa... não sei, contar...? Não, mas...- ele franziu o cenho em certa confusão e frustração, mas logo voltou o olhar ao rosto de Arya. O rosto dele se tornou sério, o olhar distante.


- Não sei.- foi o que ele disse no primeiro momento.- Mas você sabe, não sabe? De coisas sobre mim. E mesmo assim você não contou a ninguém. A primeira pessoa normal teria ligado pra polícia, me denunciado de alguma forma. Você não fez isso, não é? Assim como não fez há um tempo atrás. Preferiu falar comigo, e chorar na minha frente. Eu sei que você deve ter ficado com medo de dizer algo sobre isso na noite passada, mas eu sei que era você, Arya. Entende? Não posso afastar você de mim... talvez eu já tenha feito isso...- ele soltou um suspiro perdedor, e fitou ambos os tênis. Os dela até pareciam limpos e novos perto dos dele.- Mas não quero ser assim.
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Qui Dez 25, 2014 6:07 am

Arya apenas escutou... E cada palavra doce soou como uma facada, cada velado pedido de desculpa como um tapa... Ela não tinha o que dizer diante daquilo...
Porque ela sabia que era só mais uma encenação.
Ela sabia que o garoto loiro era incapaz de sentir qualquer coisa, que cada sorriso e cada lágrima eram apenas um teatro muito bem feito. E que nada que fizesse mudaria Tate, nem para melhor, nem para pior...
Ela respirou fundo, e encostou na árvore, olhando para a copa frondosa que se estendia sobre eles... O sol era filtrado pelas folhas, e projetava estranhas manchas sobre os dois...
-Eu sei de muita coisa... A grande maioria eu preferiria não ter conhecimento... –Ela voltou a encará-lo, e ele pode ver uma tristeza quase palpável nos olhos dela- Você é uma das piores pessoas que eu já conheci. Não tem moral, senso, ou piedade. Desconhece o companheirismo, a amizade e a compaixão. Se foi capaz de desenvolver alguma coisa vagamente positiva, foi sua obsessão pela Violet... Mas até isso é doentio. Eu sinto muito, Tate, eu realmente queria te ajudar, mas isso está além da minha capacidade...

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Tate Langdon
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Qui Dez 25, 2014 10:02 am

Companheirismo, amizade, compaixão, piedade... desconhecidos. Talvez a fisgada no peito tenha sido mais leve do que realmente foi, porque foi isso o que ele sentiu enquanto ela falava. Se existia alguém que ele pudesse ter laços com esses nomes, seria com Violet. Então como ele poderia chamar o que estava tendo naquele exato momento com Arya? O loiro queria chamar de algo intenso. Ele sabia que era alguma coisa, só não sabia classificar...
Amor? Remorso? Ética?
Ou farsa...?
Uma fagulha de luminância que transpassava pelas folhas iluminou a umidade dos olhos dele aumentar enquanto Arya seguia falando, e quando ela terminou, ele abaixou o rosto. Juntou as mãos, puxou as mangas do suéter de lã para que cobrissem quase todos os seus dedos. E depois ergueu o olhar novamente para ela, uma certa convicção nas palavras e olhos que se encontraram diretamente nos dela.


- Eu não quero ser assim.- foi o que ele falou, polidamente.- Eu quero ser uma boa pessoa, e você, Deus, você é a única em quem posso confiar. Você nunca disse a ninguém. E você me impediu de fazer... muita coisa. Você tem força sobre mim, entende? Você é forte. Às vezes preciso dessa força... eu perguntei à Addy. Na época, eu perguntei. Ela disse que você tinha dito que era minha amiga.

O cenho dele foi franzido, mas ele não desviou os olhos dos dela.

- Você é, Arya?

Ele voltou a baixar o olhar...

- Eu entendo se você quiser se afastar de alguém como eu... não vou te obrigar a nada... só, Arya... pode me dizer se conhece um bom terapeuta? Psiquiatra, psicólogo, o que seja... quero tentar.
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Arya White
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Qui Dez 25, 2014 7:42 pm

Arya engoliu em seco... Amiga... Ela bem que tentara, mais de uma vez. E se ferira gravemente a cada uma.
Mas ela tinha sérias dificuldades em deixar as pessoas de lado...
-Eu tentei, Tate... -ela pôs as mãos nos bolsos, encarando os próprios pés - Eu quis ser sua amiga, eu tentei me aproximar... Mas você me afastou. Como afasta todos, com a exceção de Violet... Então, deveria procurá-la e ficar perto dela... É da força dela que você precisa, não da minha.
A menina tirou um cartãozinho do bolso, onde havia o nome "Jonh Ferrer", acompanhado de "Psicólogo e psiquiatra" e o estendeu a Tate, antes de virar e começar a se afastar.
-Ele é um dos melhores... Foi ele quem me tirou daquele hospício. Talvez ele possa fazer algo por ti.
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