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 Observatório

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Tate Langdon
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Qui Dez 25, 2014 7:54 pm

- Eu não posso contar essas coisas para Violet. Não posso enchê-la com meus problemas... ela já tem muitos. Ficar perto dela me ajuda a continuar... mas às vezes sinto que preciso falar alguma coisa. Pra alguém. E tentar resolver.

Então ele viu o cartão que ela o estendeu, e pegou-o, lendo o nome e as letrinhas miúdas por cima.
Até que a percebeu se afastar, e então Tate se apressou em dizer:

- Hey. Ei... será que você poderia... não sei, passar um tempo comigo às vezes?
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Arya White
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Sex Dez 26, 2014 7:06 pm

Arya parou, seus punhos se fechando dentro do bolso do casaco...
-Tudo bem... -ela disse, sem se virar. Talvez não quisesse que ele visse seus olhos marejarem...-Se precisar de mim, estarei na biblioteca...
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Tate Langdon
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Sab Dez 27, 2014 8:08 am

- Eu fico muito lá... a gente se vê.- ele abriu um sorriso sútil, e passou por ela apertando levemente seu ombro.
Talvez aquilo fosse um obrigado que ele não conseguiria dizer nunca. E os motivos já estavam claros para Arya.
Na soneta de retorno à aula, eles não se falaram mais. Tate continuara entretido na última cadeira em seu livro sobre pássaros e vez ou outra lançava olhares sobre Arya. É claro que ele fora chamado a atenção por não estar à par da aula, três ou quatro vezes, mas isso não o fez mudar seu comportamento. Numa quinta vez, com a professora prestes a colocá-lo para fora da classe, o sinal tocou e, mesmo que ela dissesse que queria conversar com ele quando todos saíssem, ele foi um dos primeiros a sair, fingindo não ter ouvido. Mais uma vez, ele passou despercebido no meio dos outros alunos, embora tenha sido chamado por um jovem vestindo uma blusa rasgada do Nirvana e de cabelos escuros cumpridos. Eles conversaram em frente aos armários por alguns poucos minutos, e Tate voltou a seguir seu caminho, trancando-se em seu quarto. Ele queria ver Violet, mas sabia que não podia. O fato foi que, antes de começar as aulas pela manhã, ele tinha ido até o dormitório feminino. Por trás dos aposentos, numa tapeçaria vertical de figueiras grossas, ele tinha conseguido subir até o quarto de Violet.
E a menina estava lotada de tarefas que tinha recebido por ter sido descoberta fora da cama em horário impróprio e cheirando intensamente a cigarro. Ele ajudou com o que pode, mas ela afirmara que cuidaria daquilo sozinha.
Ela não deixava de ser orgulhosa, mas informou a ele que estaria de volta em sala de aula - infelizmente - em dois dias. Ele insistiu muito para vê-la a noite, prometeu que não atrapalharia em nada, mas ela disse que as velhas responsáveis pelo dormitório das meninas estaria completamente atenta a ela, e seria perigoso.
Segurando o cartão que Arya lhe dera entre os dedos, ele suspirou fundo, tentando afastar a ideia de ter que ficar aquele tempo sem Violet. Se perguntando se Arya estava chorando ou não quando se manteve de costas. Aquilo o fez se sentir triste. Ele não se sentiria bem se ela estivesse chorando por sua causa, na verdade...
Mas Tate não pode ter surpresa maior quando se virou da porta para o interior do quarto, e viu ali a figura familiar e irritante de Constance, sua mãe.

- O que você faz aqui? O que você quer?- ele disse entredentes, jogando a mochila a um canto.

- Eu só queria ver você... saber como está... - ela disse com aquele ar inocente, aquela esperança amedrontada  de que ele poderia corresponder de um jeito bom, pelo menos uma vez na vida, para variar.

- Cai fora.- não foi o que aconteceu.- Não estou com paciência pra sequer olhar você.

O sorriso trêmulo dela continuou, embora a mulher de roupas apertadas e caras tenha abaixado os olhos azuis... e franzido o cenho.

- O que você tem nas mãos?- foi a pergunta dela, que fez o loiro olhar do cartão para a mãe, e vice-versa.

É claro que houve alguma discussão, era típico quando se tratava de Constance e Tate num mesmo cômodo. Como colocar um gato zangado e um cachorro sarnento na mesma jaula.
Mas, quando ela saiu do quarto dele, os olhos marejados que ela escondeu ao passar as unhas pintadas de azul para impedir uma lágrima que ia escorrendo, era ela quem estava com o cartão do psiquiatra em mãos.
E, antes do anoitecer, foi Constance quem ligou para o número que estava ali...

- É o senhor...- ela deu outra olhada no cartão. Aqueles nomes mais americanos, ela sempre tinha dificuldade de lembrar. Não pode deixar de pensar que os do Sul, de onde viera, eram muito mais bonitos.- John Ferrer, psiquiatra e psicólogo? Eu preciso saber se... haveria como agendar um novo paciente.
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Dom Jan 04, 2015 4:12 pm

Jonh não parecia muito empolgado com o paciente agendado para entrar dali a cinco minutos na sua sala... Ele se lembrava bem das coisas que Arya contara sobre aquele rapaz...
Porque sim, Arya havia procurado Jonh Ferrer depois de sua pequena experiência no passado... Obviamente, se referira ao ocorrido como uma experiência onírica, temerosa que o psiquiatra pudesse voltar atrás em seu parecer de que ela não era louca...
Enfim, Arya queria mesmo era desabafar... E Jonh era a única pessoa em que podia confiar, pois sabia que ele não poderia contar nada a ninguém...
De toda forma, Jonh achara as histórias da menina muito estranhas, como se faltassem peças num quebra cabeça... Como se houvesse detalhes que ela não queria que ele soubesse...
Teria ponderado mais sobre isso se não tivesse escutado as batidas na porta...
-Entre. -ele disse, colocando os papéis que tinha nas mãos de lado, e respirando fundo.
Jonh Ferrer estava prestes a conhecer Tate Langdon.
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Dom Jan 04, 2015 8:17 pm

Mesmo que as dúvidas permanecessem, Jonh já poderia ter uma ideia sobre as raízes de Tate Langdon.
No dia anterior, ele tivera uma conversa com Constance. Uma conversa um pouco mais rápida que as suas habituais, já que a mulher simplesmente fizera questão de insistir para que ele cedesse seu tempo de intervalo a ela, e que ela poderia muito bem acompanhá-lo no ato; só precisava de uma introdução, de explicar cuidados que ele precisaria tomar no dia seguinte com seu filho.
E ela discorreu sobre cada coisa, de forma um pouco breve, embora ele pudesse ver lágrimas constantes querendo se fazer presentes nos olhos da mulher. Ela disse sobre a gravidez difícil e o parto doloroso, ela discorreu sobre os irmãos de Tate, todos os três absolutamente com doenças genéticas terríveis, síndrome de down, deformações, albinismo. Discorreu sobre a infância, sobre como Tate costumava ser agressivo com ela, sempre arrumando um jeito de querer chamar a atenção...
É claro que ela alterou algumas coisas...
Principalmente o fato de dizer que ela não dava a atenção que ele queria nunca.
E é claro que ela escondeu algumas coisas...
Como o fato do filho mais velho que sofria de albinismo ter uma relação muito estranha com Tate. Ou sobre como o filho loiro agia como se estivesse falando com pessoas em cantos escuros da casa.  
E ela discorreu pouco sobre o fato do marido ter "se mandado da casa e desaparecido do mapa" desde que ela descobrira que ele a estava traindo com a empregada.
Mas ela discorreu de fato sobre como Tate ficara depois do pai ir embora.
Ainda mais fora do controle.
E ela nunca conseguia, de forma nenhuma, ter uma conversa de mãe para filho com ele, graças à grosseria e a o ódio que Tate nutria pela mãe.
Ainda mais depois que ele se juntara com quem ela descreveu de "vadiazinha". Violet Harmon, ela disse, não era uma boa companhia para seu bebê.
Com as mãos quase trêmulas e visivelmente suadas, com os olhos lutando para conter as lágrimas e uma expressão rabugenta que tentava ser forte, Constance contou tudo o que quis.
"Ele só... não reage bem a certas coisas... ele é um garoto sensível, você vai vê-lo. Ele é um jovem com sentimentos profundos. Com alma de poeta... não essa pessoa com um coração de aço, que serve como proteção contra os horrores desse mundo. O aço que me protegeu, do qual Adelaide, sua pequena irmã, gozava. Você com certeza vai vê-lo... acho que Tate precisa de uma força... uma força a mais, da qual eu não posso... dar a ele. Acho que devemos arranjar um jeito de protegê-lo, doutor. Ele é meu menino perfeito..."- com essas palavras, e a voz engasgada em um choro que doía de ser contido, ela deixou Jonh, sem olhá-lo mais, enxugando as lágrimas de costas para ele, enquanto se afastava.

Ao mandado de Jonh, Tate entrou, fechando a porta atrás de si. Os cabelos loiros pareciam um pouco mais arrumados daquela vez, como se ele tivesse se dado o trabalho de passar ao menos os dedos para colocar a franja de lado. O dia não estava realmente frio, mas ele usava três camisas, e elas estavam à mostra em suas golas; uma camiseta preta por debaixo de uma branca de gola alta e, por cima de tudo, um largo suéter de lã da cor bege, do qual deixava escapar as barras da camisa branca pelas bordas na cintura do garoto. Uma calça clara da mesma forma que o suéter, e, como se combinasse bastante, um all-star preto e surrado.
O cordão do Batman estava ali - escondido levemente pela blusa branca e o suéter, mas sua extensão ainda podia ser notada, assim como o anel cumprido de prata no dedo polegar direito dele. Foi rápido quando ele olhou do sofá grande para a cadeira que estavam disponíveis para que ele sentasse, e ele preferiu o balanço livre da cadeira, sentando-se nela, de frente para Jonh, e se impulsionando para lá e para cá, focando os olhos castanho-escuro no psiquiatra, num semblante sem uma expressão de fato, embora parecesse suave a forma que ele falou:


- Oi, eu sou o Tate, mas acho que você já sabe disso.
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Qua Jan 07, 2015 5:15 pm

John encarou longamente o garoto a sua frente... Pelas conversas com Arya e pela visita um tanto quanto estranha de Constance anteriormente, o psicólogo já havia tirado suas próprias conclusões sobre Tate.
Pra começar, ele havia cogitado em falar com a mãe dele que era ela que precisava de internação e tratamento, mas a ética o impediu. Pelo pouco que ouvira, pode perceber que a família toda tinha problema, mental ou físico... E talvez a pior fosse a própria Constance.
Diante dos fatos, Jonh decidiu dar a Tate um tratamento um pouco diferente... Cortar um pouco o lenga lenga inútil e ir logo ao ponto.
-Olá, Tate. Como também você já deve saber, eu sou Jonh Ferrer. Em que posso ajudá-lo, meu jovem?

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MensagemAssunto: Re: Observatório    Qua Jan 07, 2015 5:54 pm

Tate não fazia ideia das conclusões de Jonh. Ele não fazia ideia de que sua mãe tinha falado com o psicólogo pessoalmente. E ele não fazia ideia de que tipo de pessoa era Jonh.
Mas não era ele quem tinha que ter essa ideia.
Era trabalho de Jonh descobrir que tipo de pessoa Tate era de fato, afinal.

- Achei que você quem fosse responder essa questão.

Tate inclinou levemente a cabeça, sem perder o ritmo do balançar da cadeira, nem o contato com os olhos de Jonh.

- Minha mãe me trouxe aqui. Ela diz que eu preciso "me descobrir". Tentar decidir o que eu realmente quero, e se eu quero algo. Diz que pareço muito confuso, e que tenho crises psicóticas às vezes, além de visões de sangue e carnificina.

Ele parou de repente o balançar na cadeira.

- Uma merda. Não dá pra confiar nela. Ela mente pra todo mundo enquanto não tem um pau na boca. Não sei o que ela te falou no telefone. Eu ia vir atrás sozinho. Peguei seu contato com a Arya. Arya White. Você conhece ela, não conhece?
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Ter Jan 13, 2015 4:35 pm

Jonh respirou fundo, e fez alguma anotação em sua prancheta, antes de virar seus olhos de um verde muito claro para Tate novamente.
-Não posso te responder nada sem que você me diga o que precisa... Visões como essa podem ser bem perturbadoras, de fato...-ele abriu um meio sorriso, e abriu as mãos- Arya foi minha paciente. E ainda é.
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Ter Jan 13, 2015 5:52 pm

- Eu preciso de ajuda. Alguém pra desabafar.- Tate suspirou de forma sútil.- Pra tentar, sabe, o que as pessoas querem quando buscam um cara pago caro pra ouvir suas histórias chatas: ser alguém melhor.

O balançar na cadeira dele parou num rompante, e ele se inclinou à frente, na direção de Jonh, parecendo extremamente interessado a partir dali.

- Legal... você pode me contar sobre ela? Do porquê de vir até você. Ela é minha... colega.
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Qua Jan 14, 2015 5:54 pm

-Todos podem ser alguém melhor... Mas a mudança tem que ser feita de dentro para fora. -Jonh era o tipo de pessoa direta, e odiava os rodeios que sua profissão as vezes o obrigava a fazer- Eu estou aqui para tentar ajudar, mas isso só será relevante se você realmente quiser...
Ele abriu um sorrisinho irônico:
-Não posso fazer isso... Sigilo profissional. Mas porque o interesse?
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Qua Jan 14, 2015 6:36 pm

- É claro que eu quero.- ele se apressou em dizer.- Quero ser uma boa pessoa. Eu pedi seu contato a Arya. Ela disse que você poderia me ajudar, mas... acho que ela mesma não coloca muita fé em mim...

Os olhos dele baixaram por um segundo, mas logo fitaram o psiquiatra de seu modo intenso.

- Você coloca?

Ele coçou a nuca.
Tate se levantou da cadeira, deixando-a balançar ao léu sozinha até que o impulso parasse, e então ele andou pela sala, foi até o sofá, ainda mais próximo de Jonh, e sentou-se ali.

- Porque eu queria me aproximar dela, mas acho que ela me odeia. Se eu soubesse algo dela, talvez pudesse ajudar... é isso o que pessoas boas fazem, certo? Ajudam outras. Arya é uma boa pessoa. Ela me ajuda. Ficar perto dela, quando ela resolve me dar essa chance, é bom. Mas na maioria das vezes ela acerta alguma coisa no meu saco e sai correndo...

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MensagemAssunto: Re: Observatório    Qua Jan 14, 2015 6:59 pm

John devolveu o mesmo olhar intenso a ele, como o de um amigo antigo que entende o que mais se precisa:
-Acredito que todos possam mudar, Tate... Porque não acreditaria em você? Se veio até mim, de livre e espontânea vontade, já é um grande passo.
Ele soltou uma pequena risada:
-Porque acha que ela o odeia se diz que ela te ajuda? E, se ela te ajuda, como pode te acertar e sair correndo?
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Qui Jan 15, 2015 5:00 pm

- Ela me ajuda, mas acho que eu não ajudo ela.

Ele se inclinou para frente, curvou a coluna, mordeu o dedo polegar, arrancou um pouco da unha.

- Não sei o que é, mas geralmente ela tenta esconder o choro toda vez que fala comigo... e há uns dias ela fez algo estranho: ela comprou uma arma de choque e um colete na loja de Los Santos, e disse que todo cuidado é pouco quando se há um psicopata-assassino na sala de aula dela. Ela disse isso pra mim. Acho que ela tem medo de mim. Mas, como ela é uma boa pessoa, quando a procuro, ela tenta não se afastar. Não quero acreditar que ela esteja sendo falsa, ou mentindo, ou fingindo que tenta me dar uma chance... acha que ela mente?- ele inclinou a cabeça. Foram alguns segundos em silêncio e Tate olhava para o nada.- Acho que ela sabe das minhas visões, e das minhas fantasias... quero dizer, às vezes eu perco o controle e ela tem raiva disso... minha mãe também, mas eu não ligo pra ela. Quero um meio de me aproximar de Arya sem machucá-la, entende?
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Sab Jan 17, 2015 12:30 pm

Jonh pareceu ponderar longamente sobre as palavras de Tate. Ele sabia de muita coisa, mas não podia falar...
-Talvez você tenha feito algo que realmente a tenha magoado, ou decepcionado... E você nem tenha percebido. Arya é uma boa menina, mas tem um temperamento bem forte... Se você tiver mesmo feito algo a ela, creio que demorará a relevar...
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Sab Jan 17, 2015 4:51 pm

Ele desviou o olhar de Jonh e, como se estivesse nervoso, remexeu as mãos, puxando as mangas do suéter até que encobrissem todos os seus dedos e ficou daquela forma, remexendo os dedos por debaixo do tecido.

- Bem, eu...- ele inclinou o pescoço, ainda sem fitar o psiquiatra.- Meio que agredi ela no primeiro dia que a gente se viu... não foi legal, eu sei, mas eu não estava bem... e ela acertou uma pedra nas minhas bolas, droga.
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Dom Jan 18, 2015 11:51 am

O psiquiatra ergueu uma sobrancelha:
-E você ainda acha pouco? Embora Arya esteja acostumada com a dor, não quer dizer que vá tolerar isso...
Jonh sabia que não era só isso. "Ele é uma pessoa ruim..." -Arya dissera- "Eu quero, eu tento ajudar... Mas não adianta. Ele não vai mudar... E eu tenho medo de como isso possa terminar..."
Ele pigarreou de leve, e ajeitou os óculos:
-Você não quer falar sobre sua família?
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Dom Jan 18, 2015 3:23 pm

O franzir de cenho dele e a confusão momentânea foi quase palpável.

- Por quê? Você acha que a minha criação pode me ajudar a entender meus erros?
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Dom Jan 18, 2015 5:02 pm

-Claro que sim... Acredito que todos os seus problemas sejam fruto de uma infância conturbada...
"A começar por sua mãe, aquela criatura doente... não me admiraria se ela mesma tivesse matado o marido e escondido o corpo..."
-O que você acha que poderia ter sido diferente em sua criação?
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Dom Jan 18, 2015 5:38 pm

Ele demonstrou um sorrisinho quase sarcástico que durou metade de um segundo, para depois cruzar as pernas de forma relaxada, estendendo os antebraços pelo encosto do estofado.

- Assim como a maioria dos outros, certo?

Tate suspirou e focou seu olhar mais uma vez em Jonh.

- Pra começar, queria ter ido embora com meu pai quando ele fez isso depois de descobrir que a put* da minha mãe o traía. Mas eu só tinha seis anos e não sabia de merda nenhuma. Mas... algum tempo depois meu irmão mais velho foi embora, então isso aliviou um pouco as coisas, embora eu gostaria mais se ele tivesse levado Constance junto.
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Seg Jan 19, 2015 4:32 pm

Jonh anotou mais algo em sua prancheta, e voltou sua atenção para Tate:
-Esse seu irmão... Você não se dava com ele?
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Seg Jan 19, 2015 5:29 pm

- Não exatamente... - ele desviou o olhar, passando os dedos escondidos pelas mangas largas do suéter pela franja loira, arrastando-a para o lado.- Ele não se dava comigo também... quero dizer, ele era estranho não só por ser albino, mas ele se vestia de mulher e mamãe odiava. Já o tinha colocado pra fora de casa um monte de vezes.
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Ter Jan 20, 2015 4:47 pm

-Ah, sim... -o psicólogo soergueu uma sobrancelha- E quanto aos seus outros irmãos? Como é a sua convivência com eles?
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Ter Jan 20, 2015 6:07 pm

Ele se espreguiçou de forma breve, e se deitou espontaneamente no sofá, recostando a cabeça no antebraço do estofado, passando a olhar o teto e não mais Jonh.

- Adelaide é minha irmã mais nova e ela tem síndrome de down. Ela devia estudar em Bullworth, mas ela não evoluiu bem na *hipotonia, nem na terapia ocupacional, então ela continua nos terapeutas pedagógicos e às vezes mamãe dá aulas a ela em casa, mas nunca acaba bem. Ela só quer se passar por uma boa mãe, e é isso. Quando não está ocupada vendo Vai, Diego, Vai ou Dora a Aventureira, ela me enche o saco pedindo para brincar.

Ele suspirou, e encontrou uma falha no couro do estofado, a qual começou a puxar, sem realmente se importar se Jonh reclamaria mais tarde.

- E tem o Beauregard. Mamãe não o deixa sair do sótão. Ele está acorrentado lá, e ele nunca desce... ele tem uns problemas físicos que o tornam muito feio e humanóide. E ele tem problemas respiratórios, então ele sente dor nos pulmões o tempo todo. Os médicos falam que ele não vai sobreviver muito tempo e, bem, nunca voltam pra uma segunda consulta... eu brinco com ele às vezes. Ele não fala muita coisa, o cérebro dele é podre, se deteriorando. É como se fosse um animal, e é tratado assim. Isso me deixa mal. Por isso às vezes eu subo, e brinco do que ele gosta. Meu padrasto e minha mãe estão com problemas ultimamente... contra ele. Parece que um médico deixou escapar os maus tratos contra o Beau, e agora querem tirá-lo da gente, e processar mamãe. Ela não está gostando disso...

*Hipotonia é a diminuição do tônus muscular e da força, o que causa moleza e flacidez. O sintoma é comumente relacionado à paralisia infantil ou outras desordens neuromusculares.
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Qui Jan 22, 2015 5:55 pm

-Hum... Você parece gostar muito dos seus irmãos, independente da fragilidade deles...
Nesse instante, a secretária de Jonh bateu levemente na porta.
-Doutor... O seu próximo paciente já está aguardando...
John voltou sua atenção para Tate:
-Pelo visto nosso tempo acabou por hoje, meu jovem... Vou lhe passar alguns calmantes para ver se você consegue ficar longe desses acessos, e semana que vem você volta e verificamos se houve algum progresso, ok?
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MensagemAssunto: Re: Observatório    Qui Jan 22, 2015 6:38 pm

- Porque Constance vai matá-los se eu não puder protegê-los. - a voz dele morreu então, e ele se sentou no sofá, coçando a nuca por debaixo dos cabelos loiros. Ele ouviu o médico, e logo a seguir se levantou, meneando a cabeça em forma de compreensão diante da pergunta de Jonh.- Acha que isso vai ajudar com as minhas visões também? Sabe... sangue e carnificina.
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MensagemAssunto: Re: Observatório    

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Observatório
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