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 Arena do Porão

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Tate Langdon
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MensagemAssunto: Re: Arena do Porão    Seg Set 22, 2014 7:43 pm

Tudo tem dois lados. Mas não quer dizer que o bem se sobressaía para o mal, porque não se sobressai. Eu não acredito nisso. O destino das pessoas é sucumbir cada vez mais... e eu cansei de tentar procurar uma luz.— ele disse com frustração, apertando seus dedos contra o palmo da mão coberto pela manga frouxa e comprida do suéter.— As pessoas são boas enquanto há platéia... mas você...

Ele encostou os dedos numa das mãos dela.

Você é forte. Acho que qualquer pessoa já teria virado papel na sua situação.
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Arya White
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MensagemAssunto: Re: Arena do Porão    Seg Set 22, 2014 7:52 pm

-Você não deveria generalizar... As sombras só existem quando há uma luz para projetá-las.
Arya deu de ombros, e tirou os óculos, limpando-os no casaco.
-Papel não... Sou vidro. Rachado e lascado em muitos lugares, mas ainda inteiro. Mas, talvez, um dia eu me parta... E ninguém mais conseguirá juntar os pedaços.
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Tate Langdon
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MensagemAssunto: Re: Arena do Porão    Seg Set 22, 2014 7:57 pm

Hitler generalizou. E mudou uma nação inteira. É por ter essas brechas que não se pode fazer muitas mudanças... às vezes, alguns sacrifícios são necessários para um bem maior... se eu tivesse poupado aqueles...

Ele parou imediatamente. O olhar dele ficou nervoso - aliás, apavorado. Ele não podia falar. Ele tinha que mudar de assunto.

Um vidro... e o que você vai fazer quando se partir? Porque... isso vai acontecer. Sempre acontece.
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MensagemAssunto: Re: Arena do Porão    Seg Set 22, 2014 8:15 pm

-Hitler era um imbecil... Um imbecil puta inteligente, mas ainda sim um imbecil. E como diz um velho provérbio: onde há um idiota, sempre haverá um idiota maior para idolatrá-lo. Ele mobilizou uma nação de imbecis... -ela parou, e encarou-o com um ar intrigado- Tivesse poupado o que...?
Ela recolocou os óculos, e sorriu.
-Quando eu me quebrar, não deixarei que ninguém veja. E ninguém saberá que eu me fui...
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Tate Langdon
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MensagemAssunto: Re: Arena do Porão    Seg Set 22, 2014 8:18 pm

Os alemães não eram idiotas. Eles sabiam o que Hitler fazia... mas por causa dos discursos dele, todos caíam na rede do plano. Mas não é só sobre Hitler ou Alemanha... é sobre o mundo.

Ele não respondeu à pergunta dela, ignorando-a. Ele se levantou, e foi até um toca-fitas que estava sobre uma estante velha, cutucando-o aqui e ali.

Por que esconder se você não tem mais nada a perder? Já está quebrada.
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MensagemAssunto: Re: Arena do Porão    Seg Set 22, 2014 8:24 pm

-Porque nem todos apreciam a dor alheia. E eu não pretendo incomodar ninguém... Mesmo porque, bem poucos se incomodariam...
Ela o puxou pela manga da camisa, e repetiu a pergunta, num tom que não admitia discussão.
-Tivesse poupado o que? Fale.
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MensagemAssunto: Re: Arena do Porão    Seg Set 22, 2014 8:30 pm

Ele sentiu-se ser impedido pela mão dela e a olhou no fundo dos olhos... e Arya pode jurar que os dele estavam marejados.

O colegial é uma droga. Vou largá-lo assim que puder... não perca tempo na escola. É uma merda. Existem os valentões populares... as líderes de torcida, os nerds, os punks... eu não os odiava tanto a ponto de... ter feito... algo assim...

Ele se interrompeu de novo. Na verdade, ele embargou nas próprias palavras.

Minha mãe diz que fiz algo ruim. Eu não lembro do colegial na minha antiga escola. Se é tão esperta, Arya...

Ele deixou a frase no ar. E dessa vez, ele puxou sua manga de volta, e foi até o roda fitas.
A música que começou a seguir foi na voz de Kurt Cobain.
Tate se virou para Arya com um sorrisinho, fungando baixo...

Hey, mrs.White... quer dançar?

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MensagemAssunto: Re: Arena do Porão    Seg Set 22, 2014 8:46 pm

Arya gelou. Soltou a manga da blusa dele e se afastou, uma porção de imagens se formando em seu cérebro tão rápido que por um segundo ela parou de respirar. Velhos artigos de jornal, boatos na internet... Uma chacina abafada...
Tate... Com seu rosto choroso e frágil...
Um assassino frio...
Era bem mais do que todo o preparo de Arya poderia suportar.
Ao som melancólico de Kurt Cobain, ela lhe deu as costas, sem uma palavra. E deixou o porão, subindo as escadas com uma calma anormal.
Mas, quem reparasse bem, veria que as mãos da menina tremiam...
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MensagemAssunto: Re: Arena do Porão    Seg Set 22, 2014 9:19 pm

Quando ela se levantou, ele sorriu, achando que ela viria para a dança.

Kurt Cobain largou o colegial. Se você pensar bem... todos deviam fazer isso... mas ninguém percebe o tempo perdido porque são todos máquinas. Sinceramente... o mijo e o vômito nas ruas está aumentando.

Mas aí ele a viu virar as costas... viu suas mãos tremendo... viu sua expressão congelada... e o jeito que começou a subir as escadas.

"Estupre-me. Estupre-me, meu amigo. Estupre-me. Estupre-me novamente."— a música tocava na voz depressiva e pré-suicida de Kurt Cobain.

Hey... Arya? Arya!— ele chamou, dando passos na direção dela.— Onde você vai?

Mas ele já via o que tinha acontecido.
Ele não esperava. Não queria ter dito. Não devia.
A verdade era que Tate não sabia porquê ela estava fugindo. Ele não se lembrava do que havia feito... os assassinatos dentro de uma escola num único dia, numa única manhã. O escândalo para que o caso não saísse em rede nacional. Os fóruns de internet sobre notícias hackeados para que não divulgassem o assunto... claro que não se poderia combater todos, entretanto. depois de tudo, ele fora parar no hospital... ele tomara remédios estranhos, a mandados de sua mãe... e nunca mais se ouvira falar na escola de Westerstate para ele.
Ele não sabia o motivo dela estar praticamente o deixando sem mais nem menos... mas só podia ser culpa daquilo que ele não sabia o que era.
Ele não sabia que era um assassino frio. Ele apenas sabia que estava planejando outro... mas não que já tinha feito há tanto tempo atrás...

Hey, volte...— ele disse, com olhos chorosos, na ponta da escada, logo atrás dela.— Por que você foge? Por quê? Por que faz isso?!


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MensagemAssunto: Re: Arena do Porão    Seg Set 22, 2014 9:33 pm

Ela o ouviu gritar, mas não respondeu, nem parou. Seus passos a levaram de volta ao seu quarto, onde ela se escondeu embaixo das cobertas... E chorou. Sem saber ao certo porque, mas chorou...
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MensagemAssunto: Re: Arena do Porão    Seg Set 22, 2014 10:44 pm

Eu não sou o único, aah

Me odeie, faça e faça novamente
Me desperdice, me estupre, meu amigo

Minha fonte interna favorita
Eu vou beijar suas feridas abertas
Aprecio sua preocupação
Você vai feder e queimar.

Eu não sou o único, ahh



Ela tinha sumido. Ele nem podia mais ouvir os passos dela lá em cima, devia ter saído daquele corredor...
E Tate surtou. Ele começou a arfar, a raiva lhe subindo a cabeça. Por que todos tinham que fugir dele? Em alguns momentos, ele adorava isso. Mas até as pessoas que ele queria conhecer, se afastavam. Ele não soube porquê tanta raiva... deveria estar acostumado com isso...
Mas Tate não reagia bem à certas coisas.
Ele chutou o baú que estava em sua frente, e saiu correndo, subindo as escadas. A música pararia logo sozinha.
O adolescente passou pelo corredor. Esbarrou em um jogador de futebol - ele sabia, por causa do casaco - e numa líder de torcida que estava estranhamente ao seu lado, porque aquele já era o corredor do  dormitório masculino.
Ele não se importou... mas quando chegou em seu quarto, se trancou ali.
Chutou a cama. A imagem da líder de torcida e do jogador ainda em sua cabeça...
Um flashback veio. Gritos de uma menina "POR FAVOR!! NÃO!! POR QUÊ? POR QUÊ?!!".
Tate segurou a própria cabeça, gritando alto vários "SAIAM! SAIAM DA MINHA CABEÇA!"


Ele passou um tempo daquele jeito, lágrimas lhe escorrendo, mas ele não estava sentindo a dor delas. Estava sentindo raiva delas.
Eram 5:30 da manhã quando ele se pegou sentado no canto do quarto...
Havia ficado tanto tempo parado... não parado. Mas... anestesiado. Coma  cabeça nas nuvens, Tate tomara um banho, colocara Kurt Cobain para tocar em seu mp3 velho e ficara sentado no chão, encolhido...
Quando o céu passou de preto para cinza, e logo depois para um azul tão claro, sem o sol ainda dar seus raios, ele se lembrou de que tinha que voltar à aula... e foi uma frustração fenomenal.
Foi impulso quando se levantou. Foi até sua gaveta de roupas, mexeu lá dentro, e lá debaixo tirou um pacote plástico transparente com algo branco dentro. Sentou-se em sua escrivaninha,  derrubou o pó branco em cima da mesa, repartiu-o em pequenas fileiras com uma lapiseira qualquer, e logo depois retirou de dentro de seu porta-lápis um pequeno tubo.
Ele pôs no nariz, tapando um dos orifícios respiratórios. E aspirou. O pó foi filtrado pelo tubo, e ele o largou, fungando... e fungando mais.
A tontura bateu imediatamente, e ele se deitou na cama...
No teto, ele via coisas... ele sentia coisas...
E com um pouco mais já estava na hora das aulas, e Tate não havia se aprontado.
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MensagemAssunto: Re: Arena do Porão    Qui Set 25, 2014 7:01 pm

Arya não conseguiu dormir... O sol nascente a encontrou sentada em frente ao notebook, com fones tocando Nickelback em seus ouvidos, numa tentativa falha de amenizar seu sistema nervoso. A internet não foi de grande ajuda, mas o pouco que ela conseguiu garimpar sobre Tate Langdon não foi nada promissor...
"Você é de vidro, Tate... E cada vez que você quebra, seus estilhaços ferem quem está ao seu redor..."
A menina não sabia o que fazer... E só havia uma pessoa a quem ela se atreveria a pedir ajuda...
Arya não gostava de psicólogos, psiquiatras, terapeutas nem nada do tipo... Eles, a seu ver, não passavam de inúteis, aproveitadores, que no fundo não ajudavam ninguém. Mas havia uma exceção... O psiquiatra Jonh Ferrer. Ele atestara a sanidade de Arya, na época em que ela estivera internada, e fizera de tudo para tirá-la do sanatório.
Ela hesitou, mas acabou ligando para o médico. Ele a atendeu, e a menina explicou de forma clara e concisa o que a perturbava...
-Esse rapaz deveria estar internado numa clínica, e não em um colégio para alunos problemáticos... -Jonh afirmou, após ouvir os relatos- Eu verei o que posso fazer para descobrir mais sobre isto, mas por hora, a única coisa que tenho a lhe dizer é: fique longe dele. Ele é perigoso, e se cismar com você, receio que ele realmente possa te fazer algum mal...
Arya agradeceu, e desligou... Atordoada e insone, vestiu-se e foi para a aula. Ao chegar lá, já meio atrasada, viu que a cadeira ao seu lado estava vazia. E assim ela permaneceu. Arya ficou imaginando se Tate estava em seu quarto, ouvindo Kurt Cobain e planejando matar seus colegas... A ideia a deixou deprimida.Por mais que algumas pessoas ali fossem desprezíveis, elas não mereciam morrer... Talvez fosse por isso que a academia fosse tão intolerável para ela: enquanto todos estavam implicando e brigando uns com os outros, Arya só queria ajudar. Ela era essencialmente uma pessoa boa, apesar de tudo o que tinha passado... E, por esse motivo, quando a aula acabou ela se viu dando as costas ao conselho de Jonh, caminhando até o dormitório masculino e batendo na porta de Tate...
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Violet Harmon
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MensagemAssunto: Re: Arena do Porão    Ter Out 21, 2014 3:37 pm


Após chegar Bullworth Academy decido entrar e procurar Tate, afinal, preciso estar ali e então um lugar me vem a mente e logo me ponho a ir.

Entro com as mãos no bolso e me deparo com o porão e entro a espera de encontra-lo e assim que termino de descer não obtenho sucesso. Nessa hora me ponho a pensar
''Onde ele deve estar?'', um barulho me tira de meus pensamentos e quando me viro o vejo e me aproximo dele.

-Precisava estar aqui. Disse Violet em frente a ele.
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Tate Langdon
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MensagemAssunto: Re: Arena do Porão    Ter Out 21, 2014 3:56 pm


A música que tocava lá embaixo soava apenas como batidas de ritmo desconhecido para quem andava acima do porão. Era nada menos que Lithium de Kurt Cobain. E, para aquela música estar tocando, só poderia haver uma pessoa lá embaixo...
Claramente, Tate passava mais tempo ali do que nas próprias aulas. Era o único lugar em que ele poderia ficar sozinho, sem ninguém para encher ou muito menos ter que aguentar professores ou adolescentes de ego grande. Por mais que o porão da escola fosse abafado, ele não se importava. Tinha tanta coisa ali embaixo. Era num toca fitas velho que a música de Kurt passava, em seus solos de guitarra tremelicantes e sua voz depressiva e angustiada.
Ao som da música, tudo o que Tate fazia era repartir fileiras de cocaína por cima de uma pequena placa de vidro em cima de uma mesa velha que havia jogada por ali. Com o filtro em mãos, ele aspirou uma, duas fileiras, e logo fungou, passando as mãos pelo nariz que agora ardia. Ele já podia sentir a tontura e sua cabeça começar a produzir pensamentos que ele sequer poderia imaginar outrora. Podia sentir seu corpo ficar mais dormente, mais cansado, mais relaxado, entretanto. Ele pigarreou, passando uma das mãos agora na franja e em seguida segurou um livro qualquer que ele nunca tinha visto, apenas estava jogado ali. Quando o abriu, viu a foto de um passarinho colorido. E na página seguinte pousava uma sabiá coberta de cores preto e branco e um texto, ele deduziu, explicando sua origem. Ele não conseguia ler, exatamente, pois o efeito da droga estava lhe atrapalhando.
A música entrou em seu estado mais calmo, sem canto e solos baixos. E ele ouviu passos na escada.
Levantou-se do chão empoeirado, encostando-se numa parede mais afastada, como se não quisesse que ninguém o visse. Ele foi se afastando e se afastando... mas, quando se virou, viu a garota bem na sua frente.
Ele ficou pasmo. Não conseguiu discernir nada pelos breves segundos que se passaram. Ele apenas a encarou, com olhos opacos. Parecia estar discernindo se ela era real ou não...


- Violet...- ele deu um passo para trás, mas manteve-se ali, sem se afastar mais do que isso.- Não... não, isso é uma alucinação. Não pode ser real. Não pode.


Última edição por Tate Langdon em Ter Out 21, 2014 9:03 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Arena do Porão    Ter Out 21, 2014 8:54 pm


Pude ver que Tate estava escondido e quando me viu achou que eram alucinações provocadas pelo o que estava fazendo antes de estar em minha presença. Peguei uma mecha do cabelo e pus atrás da orelha e voltei minha atenção a ele indo a seu encontro lentamente e cada vez que chegava mais perto ele se afastava porém uma hora parou e consegui ficar bem mais perto.

-Não...- cheguei mais perto dele e toquei em seu rosto.-Sua Violet esta aqui Tate. Não sou alucinação, e não precisa de drogas!- falei olhando a droga avista e voltei minha atenção a ele.-Estarei aqui sempre garantir de sempre estará controlado.

Saio de perto e começo a caminhar pelo lugar em passos calmos e observando bem o lugar e emfim passo meus dedos pelo livro que recentemente Tate tentava ler e folheava cada página vendo as figuras e cada palavra contida ali.
Peguei um papel onde constava os horários de cada aula dele, afinal, precisava saber se estava se controlando
ou não. Decidi me sentar no chão e enfim deposito minha atenção nele.
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MensagemAssunto: Re: Arena do Porão    Ter Out 21, 2014 9:12 pm

Ele estremeceu quando ela pôs o próprio cabelo atrás da orelha. Exatamente como ela sempre fazia. E ele sentiu um arrepio na espinha quando ela o tocou. Era uma alucinação real demais... tão real que sentia o toque gélido dela em seu rosto. Tate nunca desejara tanto uma coisa que não fosse o toque de Violet mais uma vez.
Ele ainda estava pasmo. Estático. Sob efeito de cocaína, mas, ainda sim, surpreendido com a presença bem a sua frente.



- Não pode ser...- ele gaguejou aquilo. E, antes que pudesse fazer mais alguma coisa, seus olhos estavam marejados e chocados.- Vi você morrer nos meus braços, dentro daquela banheira. Como pode?

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MensagemAssunto: Re: Arena do Porão    Ter Out 21, 2014 9:44 pm


Pode ver a expressão dele em relação a minha presença e então lhe abraço.

- Meu suicídio...- aperto ele mais do que devia. Depois de um tempo me solto dele.- Estou aqui para garantir que irá se controlar... pois sei que depois de minha morte você entrou numa escola e matou muitas pessoas.- viu que já o deixava confuso.-Constance lhe fez esquecer tudo com ajuda de uns remédios e após ser dado como morto você obrigatoriamente veio parar aqui!Acompanhei tudo.

Me distanciei lhe dando espaço e tirei o casaco que vestia e pus em cima de uma bancada ali existente e vi o quão transtornado e confuso o havia deixado.
Ainda esta surpresa com o fato de poder estar ali e o tocar e sentir tudo que podia sentir. Vulnerável. Continuou a olha-lo.
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MensagemAssunto: Re: Arena do Porão    Ter Out 21, 2014 10:11 pm

Ele sentiu o abraço dela, seu toque gelado, querendo ser confortador. E imediatamente abraçou-a também. Abraçou ela como não abraçava ninguém há tempos. Como só havia dado aquela espécie de carinho à ela. Um transtornado mental como Tate não poderia demonstrar qualquer tipo de afeto... mas Violet fazia isso parecer tão suave.
Ele afagou os cabelos dela, apertando-a contra seu corpo como se dependesse dela para viver - e dependia, de fato. A vida desde que ela se fora se tornara monótona... fraca... irritante.
Tão irritante que, alguns dias depois do suicídio de Violet, ele entrara na própria escola e estourara os miolos de quinze crianças com armas pesadas. Ela era seu único analgésico para o mundo. E, quando ela se foi, ele achou que jamais teria paz novamente.
Mas ela estava ali. Ele não sabia se o que era, mas a hipótese de simplesmente ser uma alucinação sua começava a ser descartada. Ele acreditava que ela estava ali, agindo como sempre agira, mexendo no cabelo e no casaco como sempre fizera. Só não sabia como. Mas estava tudo bem.

- Eu matei...?- as palavras dela o pegaram de surpresa e ele sentiu Violet se afastar novamente.- Não... eu massacrei pessoas dentro do colegial?

Ele fechou os olhos com força e segurou a própria cabeça como se ela fosse explodir. Alguns flasbacks passavam por sua mente naquele momento. Choros, gritarias, suplicações e tiros. Muitos tiros.
Mas ele não conseguia lembrar. Não nitidamente. Não exatamente.

- Minha mãe fez isso? Aquela boqueteira dos infernos.

Ele voltou a olhar Violet como se aquilo pudesse acalmá-lo.

- Por que você não apareceu antes...? Eu procurei tantos meios de te encontrar de novo... aquilo doeu, Violet. Mas você não me deixou, afinal.- ele disse a última frase num tom baixo, embora gaguejado devido ao choro. E então inclinou o pescoço na direção dela, deixando que seus narizes encostassem.- Fica comigo. Por favor. - ele sussurrou aquilo.

Tocou os ombros dela, como se para ter mais certeza de que eram reais. De que eram físicos. Olhou-a no fundo de seus olhos castanhos, sentindo a respiração se juntar com a dela. Ela estava ali. Pra ele. Mais uma vez.

- Eu amo você, Violet.


E ele a beijou como se fosse pela primeira vez, envolto de saudade e, estranhamente, de paz.
Uma paz repentina. Que só surgia quando ele olhava nos olhos dela. Que só lhe preenchia quando ele sentia aqueles lábios.

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MensagemAssunto: Re: Arena do Porão    Ter Out 21, 2014 11:16 pm


Senti meus cabelos serem afagados por ele e enquanto estávamos abraçados pensei em quando estivemos juntos pela primeira vez.
Mexer no cabelo e no casaco foram as provas de que estava realmente ali, porém não havia o convencido de que era real. Logo sinto o abraço ser interrompido.

Fiquei pensando em como ele esta se sentindo por dentro, já que por fora estava claro.
O vi por as mãos na cabeça e então já tinha uma noção de como estava sofrendo.

- Sim, sua mãe fez isso!.

Percebi que estava me olhando e sorri, notei que com minha presença ele estaria em paz e controlado.
Senti seu toque em meus ombros e deduzi que ele queria ter certeza de que eu estava mesmo ali. Mais uma vez estava para Tate. Somente para ele.
Ele me beijou de um jeito de como se fosse o primeiro beijo. Sentia falta desse momento e assim retribuo o beijo.

-Eu te amo Tate...- diz sussurrando em seu ouvido.- Eu tentei, como estou aqui para você... No dia que fui lhe procurar, ela não permitiu. Vi você fazer aquele massacre eu estava la antes e depois, porém ela achou que eu nunca voltaria para te encontrar.- vi sua expressão mudar de sorridente para com ódio.-Ela tem que pagar Tate... estarei aqui no que for preciso.
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MensagemAssunto: Re: Arena do Porão    Qua Out 22, 2014 12:40 pm

Por um segundo, ele se sentiu extremamente mal...

- Você viu o massacre?- ele indagou, uma voz num tom embargado, fraco, enquanto ainda estava perto demais dela. Embora ele não se lembrasse muito, sabia do que era capaz e não queria que ela soubesse. Mas ela parecia aceitá-lo bem, contudo...
Segurou o rosto de Violet entre as mãos.

- Nunca mais vou deixar você ir. Eu prometo, Vi.
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MensagemAssunto: Re: Arena do Porão    Qua Out 22, 2014 12:58 pm


Vi que ele não se sentia bem, porém não mostrei estar assustada para amenizar a situação.

- Isso é a razão de ir atrás de você?- falei pondo novamente a mecha atrás do cabelo.

O envolvo com meus braços e deito minha cabeça em seu peito.

- Sempre vou estar aqui. Não pretendo ir a lugar nenhum sem você.-o aperto mais.- Não posso permitir que saia do controle.

Saio do abraço e me sento na escada do porão.
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MensagemAssunto: Re: Arena do Porão    Qua Out 22, 2014 1:16 pm

- Não tenho ideia.- ele disse, e encostou o queixo no ombro dela quando esta lhe abraçou novamente. Viu-a se afastar, então... e diminuiu a altura da música do Nirvana, indo até Violet e sentando-se no degrau ao seu lado.- Você é meu controle, Vi. Nunca vai deixar de ser.

Ele soltou um suspiro... e a fitou de soslaio.

- Você se sente... bem? Mesmo morta? Isso é o que importa pra mim, na verdade.
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Violet Harmon
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MensagemAssunto: Re: Arena do Porão    Qua Out 22, 2014 1:58 pm


Ao sentir ele a meu lado na escada, ponho minhas pernas em cima dele e volto a me encostar no corrimão.

- Estando com você estou e mesmo se tivesse viva sem você não estaria.- disse ela acariciando os cabelos dele.- Estou bem pode confiar.- digo segurando suas mãos.

Passo meus dedos por seus lábios e me inclino para que minha boca ficasse perto da sua.
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Tate Langdon
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MensagemAssunto: Re: Arena do Porão    Qua Out 22, 2014 2:25 pm


Sentiu as mãos dela tocarem seu colo por cima do jeans, e sorriu de canto, botando os próprios dedos por cima dos dela. Acariciou-os, ouvindo o que ela tinha a dizer. E ergueu as sobrancelhas em dúvida.

- Seus pais... como eles reagiram?- ele indagou com um certo cuidado.- Eu não pude ver... pelo que você disse, eu estava sendo dopado de remédios enquanto eles deveriam estar chorando por você. Digo...

Ele fitou as próprias mãos por cima das dela, procurando pensar melhor enquanto franzia o cenho.

- Acredito em fantasmas, mas... eu pensei que você tivesse ido para um lugar melhor... um lugar mais limpo e gentil. Sabe, acho que deve ter um, em algum canto, pra pessoas como você. Que merecem isso.
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MensagemAssunto: Re: Arena do Porão    Qua Out 22, 2014 7:40 pm


- Ficaram péssimos, mais ainda não apareci para eles acho melhor não agora, então para você é a primeira visita!- ela falou em tom triste.- Sinto falta deles porém senti que algo estava errado e logo procurei você e vi o massacre e percebi que não estou aqui em vão.

O fitei por alguns minutos enquanto ouvia o que ele dizia e ri baixo.

- Não devem gostar de suicidas, mas... esse lugar não existe deve existir Tate. Minha alma não deve estar em paz.- solto fumaça de minha boca por causa do cigarro.- Pelo menos posso ficar contigo, não quero um quarto por aqui e seria legal ficar no porão mas claro se quiser.

Sorrio enquanto olho diretamente em seus olhos e lhe dou um longo beijo.
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